Relacionamento Comunicação Casal

Os exercício a seguir é feito com os dois. Resposta ♂ (ou parceiro(a) 1) e Resposta ♀ (ou parceiro(a) 2). Os símbolos são meramente indicativos.

Os relacionamentos bem-sucedidos acontecem quando os parceiros sentem igualmente, um pelo outro, um alto grau de envolvimento, confiança, dedicação e sinceridade emocional e estão ambos dispostos a assumir a responsabilidade por cultivar e proteger esse relacionamento.

Isso exige um esforço contínuo dos dois lados. Ambos devem dar e receber igualmente, embora cada qual contribua com atributos e dons diferentes.

Todos estes processos o ajudarão a focar a atenção e a pensar em seu relacionamento e fazê-lo progredir. E possível que tragam à tona as diferenças entre vocês. Quando essas diferenças forem reveladas, estabeleçam quais serão as regras para lidar com esses conflitos.

Questionário exploratório para casais

Este questionário deve ser respondido individualmente e pelo casal. Isso abrirá vários campos para reflexão, exploração e discussão individual ou conjunta. Não tente responder a todas as perguntas de uma vez só – é um questionário longo, e mais importante do que escrever as respostas é o processo de refletir e passar a compreender melhor o seu par. Cada um responde em uma folha separado.

  • Vocês se amam? Resp ♂ e Resp ♀
  • Como descreveria seus sentimentos em relação ao seu par? Resp ♂ e Resp ♀
  • Como descreveria o que seu par sente em relação a você? Resp ♂ e Resp ♀
  • Descreva o relacionamento entre seus pais enquanto você era criança. Do que você se lembra? Resp ♂ e Resp ♀
  • O que você aprendeu sobre a diferença entre os papéis masculino e feminino? Resp ♂ e Resp ♀
  • Relembre e descreva uma cena típica de seus pais. Por exemplo, como eles enfrentavam os conflito s ou desentendimentos. Eles lhe deram um bom modelo do papel que cabe a você em seu relacionamento atual? Resp ♂ e Resp ♀
  • Em seu relacionamento atual, o que é igual e o que é diferente em sua maneira pessoal de enfrentar conflito s e desentendimentos? Resp ♂ e Resp ♀
  • Como seus pais resolviam a questão da intimidade e do afastamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • Pensando no relacionamento entre seus pais, o que a atitude deles lhe ensinou sobre relacionamentos? Resp ♂ e Resp ♀
  • Vê alguma semelhança com o modo como você vive seus próprios relacionamentos? Resp ♂ e Resp ♀
  • 0 que lhe parece mais compensador em seu relacionamento atual? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quais as qualidades do seu par que você mais aprecia? Resp ♂ e Resp ♀
  • Ambos se esforçam para construir e sustentar o relacionamento? Fazem isso igualmente? Resp ♂ e Resp ♀
  • Cada um incentiva o crescimento e o desenvolvimento do outro? Resp ♂ e Resp ♀
  • Qual foi a primeira grande decepção ou desapontamento que vocês sentiram em seu relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • De que forma cada um de vocês lidou com isso na época? Resp ♂ e Resp ♀
  • O que vocês pensam a respeito disso hoje? Resp ♂ e Resp ♀
  • Descreva uma cena típica do modo como vocês dois lidam com os problemas, desentendimentos e dificuldades no seu relacionamento. Resp ♂ e Resp ♀
  • O que vocês acham disso? Gostariam de agir de outra forma? Resp ♂ e Resp ♀
  • O que vocês acham mais desafiador ou difícil em seu relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • Existe alguma coisa que você gostaria de mudar em seu par? Se for o caso, existe alguma coisa em que você se dispõe a mudar em troca? Resp ♂ e Resp ♀
  • Você se sente seguro para se mostrar aberto, vulnerável, franco e para revelar facetas sensíveis a seu par? Seu par pode fazer o mesmo em relação a você? Resp ♂ e Resp ♀
  • Em que vocês dois são iguais ou parecidos? Resp ♂ e Resp ♀
  • Em que vocês são diferentes? Como fazem para aceitar as diferenças? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quais são as diferentes aptidões, habilidades e vantagens que cada um traz para o relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • Acha que existe uma troca justa e igual em seu relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • É fácil ou não para você discutir sexo e suas preferências sexuais com seu par? Resp ♂ e Resp ♀
  • É fácil ou não para você discutir dinheiro e sua situação financeira? Resp ♂ e Resp ♀
  • Em que você acha que seu par poderia ajudar mais? Resp ♂ e Resp ♀
  • Acha que seu par lhe dá atenção suficiente? Do que você sente falta? Resp ♂ e Resp ♀
  • O que você mais aprecia e valoriza em seu relacionamento? Quais as características que você gostaria de ver mais desenvolvidas? Resp ♂ e Resp ♀
  • Vocês se divertem como casal por tempo suficiente? Resp ♂ e Resp ♀
  • Vocês têm compromissos conjuntos? Como eles afetam o relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • Você passa algum tempo fazendo coisas sem a companhia do seu par? Como cada um se sente a respeito do fato de o outro te r atividades separadas? Resp ♂ e Resp ♀
  • Conseguem manter amizades e interesses separados? Resp ♂ e Resp ♀
  • Vocês estão de acordo a respeito de questões básicas, tais como criação dos filhos, ou a respeito de assuntos como fazer compras, tarefas domésticas, finanças e refeições? Resp ♂ e Resp ♀
  • Na sua opinião, qual é o propósito do relacionamento de vocês? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quais são suas metas para o próximo ano em relação ao relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • E quais as metas para os próximos cinco anos? E depois? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quais são suas metas para você mesmo para o ano próximo e para os cinco seguintes? Como elas afetarão seu relacionamento? Que impacto terá seu relacionamento sobre essas metas? Resp ♂ e Resp ♀

1- As fases cíclicas de um relacionamento

 

Estamos sempre crescendo e amadurecendo, e essas fases nunca são perfeitamente completadas. Às vezes também regredimos, para completar algo que não pudemos completar anteriormente. Cada estágio, entretanto, se apoia no estágio anterior, e é impossível saltar uma fase.

Cada fase tem sua finalidade. Cada fase tem também um limite de tempo – depois de algum tempo é preciso ceder espaço ã fase seguinte. Não existe um tempo padrão para a duração de cada fase, e às vezes elas levam anos para se completar, mas pode-se perceber quando uma fase esgotou seu pró p rio limite de tempo.

As coisas não parecem caminhar tão bem como antes, e você percebe que é preciso mudar alguma coisa para que tudo continue sendo bom e saudável para ambos. E preciso fazer novos acordos a respeito de alguns aspectos do relacionamento. Entretanto, se você progrediu e aprendeu muita coisa na fase anterior, isso lhe será útil na nova fase.

Quando a transição de uma fase para outra começa a acontecer, os casais podem se sentir confusos e inseguros, ou podem entrar em conflito por não entenderem as mudanças que estão ocorrendo. As transições entre as fases são a época em que os casais enfrentam as maiores dificuldades e é quando muitos relacionamentos terminam. Essas transições nunca são fáceis ou claras para ninguém. No entanto, será muito útil e animador entender que a transição faz parte de uma evolução saudável.

Outra complicação possível é que uma pessoa pode atingir a fase seguinte do relacionamento em uma época diferente do seu par. O relacionamento, então, apresentará características típicas das duas fases, e quando isso acontece há dificuldades especiais a serem ajustadas, e costuma haver conflito e uma sensação de desentendimento, traição ou perda. Por exemplo: o membro do casal que não mudou e continua no estágio simbiótico inicial pode não compreender ou se sentir ameaçado pelo que lhe parece uma mudança súbita em seu par, que, de repente, não quer que fiquem juntos sozinhos tanto tempo e sente vontade de sair para outros compromissos sem o outro.

Em qual dessas fases se encontra seu relacionamento? Você e seu par estão ambos na mesma fase ou em fases diferentes? Se estiverem em fases diferentes, será preciso entrar em acordo para resolver o conflito, levando em conta as diferenças e individualidades de cada um.

  • Escolha uma das fases que vêm a seguir. Pode ser que você e seu par estejam em diferentes fases de evolução; portanto, seria bom examinarem essas perguntas de forma independente, assim como fazê-lo em conjunto. Que fase você está atravessando? Resp ♂ e Resp ♀

 

Fase 1 do relacionamento – Só nós dois

Esta é a fase inicial de um relacionamento que costumamos chamar de “apaixonar-se”. Vocês não se cansam um do outro e vão para todo lado de mãos dadas – isso se conseguirem sair da cama. Há paixão e romance, e os desejos de ambos são atendidos ao máximo, já que cada um está recebendo do outro tanta atenção. Nenhum dos dois pede ao outro que mude em alguma coisa. Tudo é tão emocionante e prazeroso que nenhum dos dois quer pôr em risco o relacionamento mostrando comportamentos que possam ser inaceitáveis para o outro. Ambos adoram e são adoráveis. Nesta fase, preferem enfatizar as semelhanças e tudo que têm em comum. É como se, de repente, você tivesse finalmente encontrado alguém que entende profundamente quem você e é tudo que você precisa.

Se, depois de alguns meses, cada um decide que vale a pena continuar o relacionamento, vocês terão uma base sólida para sua construção. Essa fase simbiótica tem uma finalidade: é o que permite criar um vínculo forte ou uma ligação afetiva. Muito tempo é passado olhando o outro nos olhos e criando ternura e intimidade.

Isso será uma fonte de força e união quando passarem à fase seguinte. Sempre será possível relembrar esse sentimento de aceitação e familiaridade em que se baseia o relacionamento. O tempo que se leva nessa fase é um tempo bem gasto, se o relacionamento for para durar muito tempo. Se a intenção não era de que fosse durável, os conflitos vão surgir quando essa fase terminar, e talvez seja a hora de terminar tudo.

Se você vive hoje um relacionamento em que faltou essa fase, ou ela não se completou, por exemplo, devido à distância geográfica ou porque acontecimentos da vida o impediram, a ligação entre vocês pode nunca chegar a ser tão forte. Se um dos parceiros ou ambos têm medo da intimidade verdadeira, essa fase pode não acontecer adequadamente, e o relacionamento vai sofrer por isso nos estágios posteriores. Se nenhum dos dois consegue realizar plenamente esse estágio, há o perigo de ficarem empacados nesse ponto. O par continua na fase simbiótica, mas de maneira pouco sadia, o que pode levar a relacionamentos complicados – ou de codependência – no qual tentam continuar fundidos um no outro, e para isso evitam conflitos ou exprimir diferenças.

Um dos motivos que leva a não querer passar ao estágio seguinte é a existência de uma relação de dependência hostil, em que os casais ficam presos um ao outro em ciclos constantes de conflitos e de dor. Não suportam viver separados e independentes, mas também não suportam ficar juntos de forma harmoniosa.

Fase 2 do relacionamento – Só eu e você

Esse estágio pode começar poucos meses depois do estágio 1. Ou pode demorar mais um pouco a acontecer. Muitas vezes traz desconforto, porque é nesse momento que você percebe que você e a pessoa amada são diferentes e até existem algumas coisas nessa pessoa que você não aprecia! Isso pode ser um choque, e você se pergunta: “O que aconteceu a nós, àquele sentimento de sermos um só?” Pode ser um tempo de desapontamento e desilusão, a descoberta deprimente de que uma das promessas feitas na fase 1 – “Vou cuidar de você para sempre” – é pouco realista.

Cada um percebe que tem que cuidar de si, pois o outro tem uma vida própria separada. Se o casal conseguiu ultrapassar bem esse estágio e continua unido, está na hora de começar a discutir coisas tais como as expectativas e necessidades individuais de cada um, e dar início a um acordo a respeito do relacionamento.

Muitos relacionamentos não sobrevivem a essa transição, pois é quando podem perceber que as diferenças entre ambos são grandes demais, e vocês não entendem como não perceberam isso antes.

Um de vocês – ou ambos – começa a querer passar menos tempo junto com o outro – por exemplo, deseja sair em separado com os próprios amigos, em vez de fazer tudo em conjunto, ou pode querer um tempo só p ara si, de privacidade. O outro parceiro pode achar isso muito difícil, considerando-se excluído ou rejeitado. Se um dos parceiros – ou ambos – é uma pessoa insegura, com pouca autoestima, pode ser uma época perigosa.

A segunda fase também tem sua finalidade: cada um reencontra a si mesmo e redescobre que existem um “eu” e um “você”, que haviam sido suplantados pelo “nós”. Cada qual tem que se definir novamente como pessoa à parte e independente. Sem isso, o relacionamento ficaria estagnado, e nenhum dos dois poderia continua r amadurecendo e se desenvolvendo como um indivíduo dotado de vida própria.

Fase 3 do relacionamento – Eu sou eu

Durante esse período, um ou os dois podem começar a participar mais de atividades separadas. Os indivíduos começam a se redescobrir como pessoas separadas. Retornam aos velhos amigos ou retomam atividades que não são compartilhadas pelo outro, e podem até encontrar novos interesses e oportunidades interessantes.

Por um certo tempo, cultivar o “eu ” se torna mais importante do que cultivar o “eu e você” ou o “nós”. E nessa hora que as pessoas começam a achar que o outro está se preocupando em excesso consigo mesmo e se tornando egoísta.

A necessidade de autonomia, auto expressão e realização parece passar a ser mais importante do que o relacionamento, e o antigo sentimento de segurança aconchegante dá a impressão de estar temporariamente perdido. Pode parecer que algo precioso se perdeu, e que não estão mais apaixonados. Pode ser uma época complicada, pois há muitos interesses conflitantes. Cada membro do casal está lutando por sua independência e liberdade, porém, ao mesmo tempo, quer que a outra pessoa esteja ali quando precisar dela – mas segundo seus próprios termos e quando se sentir pronto. Se um dos dois entra nesse estágio antes do outro, isso vai ser um choque para quem ficou para trás, que pode ver nisso um abandono.

Se ambos passam por esse estágio ao mesmo tempo, podem se encontrar apenas rapidamente. Casos e atração por outras pessoas podem ameaçar a integridade do relacionamento e causar tanto sofrimento e raiva que não dá para entender o que está acontecendo. Essa é mais uma transição à qual muitos casais não sobrevivem.

Cada qual pode estar sinalizando “Não preciso mais de você”, e se sentir preso e limitado se o outro não lhe dá o espaço necessário. Por outro lado, algumas pessoas podem se sentir carentes e se tornar pegajosas, se acham que seu amor as está trocando por outros interesses e preocupações, e que não é mais número 1 na vida do outro.

Essa fase do relacionamento se parece com a da criança de 2 para 3 anos de idade que quer aprender a fazer as coisas de forma independente e quer fazê-las sem ajuda. Mas, se alguma coisa não dá certo, quer que a mamãe apareça imediatamente. Os adolescentes voltam a passar por essa fase quando exigem alta dose de autonomia e independência, mas querem que os pais arrumem suas coisas e paguem as contas deles. Nesses jovens, as afirmações de independência chegam a ser cômicas ou absurdas para os adultos.

Da mesma forma, algumas pessoas, durante essa fase, parecem estar dizendo: “Deixe-me em paz, mas fique por perto para o caso de eu precisar”.

Depois que o casal tiver entendido e resolvido essa questão e tiver estabelecido seu grau de independência e união, essa fase faz com que cada um possa realizar melhor seu potencial do que conseguiria sozinho. Podem se apresentar ao mundo de uma nova forma, confiantes de que seu par estará ali, nos bastidores, quando for preciso. O casal aprende a importância da confiança, do perdão e da tolerância.

Fase 4 do relacionamento – Voltando ao “nós”

Depois que cada membro do casal houver restabelecido uma noção mais firme de sua identidade no mundo e começado a se esforçar com afinco em prol dos próprios interesses e da própria evolução, já pode começar a voltar a pensar em termos de “nós”.

O casal pode se unir novamente, sabendo valorizar e compreender melhor as necessidades e a diversidade individual de cada um. Passam mais tempo juntos conversando sobre o relacionamento e o que esperam dele.

Nessa fase, o esforço e a atenção são mais dirigidos ao equilíbrio entre o “nós” e o “eu”. O casal oscila entre períodos de profunda intimidade e períodos de separação e independência, época em que uma ênfase excessiva no “nós” ainda parece ameaçadora ao sentido de ego dos indivíduos. O casal se sente dividido entre o medo de submergir no “nós” ou ser cada um independente e sozinho. Alguns casais podem testar se podem mesmo contar com o outro, ou se poderão manter uma vida própria sem sofrer recriminações.

Os problemas desse período podem levar a conflitos e sofrimento, já que os relacionamentos podem levar à polarização. Um dos parceiros pode mostrar necessidade de se sentir independente e terá medo de ser abafado pelo outro, enquanto o outro sentirá falta de uma intimidade constante e ficará carente e exigente. Problemas inconscientes com respeito à segurança e à independência, originados na infância, podem vir à tona.

Se os problemas da fase 4 forem resolvidos com sucesso e os dois entrarem num acordo – isso leva algum tempo o casal chegará a uma maior satisfação e profundidade.

Fase 5 do relacionamento – Interdependência

Depois de alguns anos, o casal já atingiu algumas certezas básicas: os dois sabem que se amam, mas seguem também com sua própria vida pessoal. Esses aspectos são igualmente importantes para eles e não representam ameaça. Cada parceiro é um indivíduo satisfeito com a própria vida e seguro, ao mesmo tempo que encontra profunda satisfação no relacionamento. Esse é o estágio do pacto realista. Ambos já desistiram da ideia de um parceiro idealizado que preencheria todos os seus desejos.

Cada qual está disposto a se dedicar ao outro, desde que seja um compromisso de parte a parte. Por intermédio de conversas, o casal se esforça muito para manter o relacionamento, cumprir seus compromissos e levar adiante seus planos. Os dois tornaram-se realistas e não esperam que o relacionamento se resolva sozinho.

Se um dos parceiros atinge esse estágio antes do outro, esse parceiro pode desejar mais intimidade e contato, enquanto o outro ainda está tentando afirmar a própria independência. E preciso ter paciência.

Este é, acima de tudo, o estágio da maturidade, baseado na valorização e no respeito mútuos. Cada um encoraja o outro a evoluir e crescer, em vez de tentar, por meio de controle e manipulação, que o outro realize todos os seus desejos. A franqueza e a vulnerabilidade aumentam. A essa altura, cada indivíduo atingiu a compreensão de que há pontos em que deve ceder, mesmo quando isso não lhe agrada, e geralmente se esforça para que o relacionamento dê certo, sem sentir ressentimento pelas obrigações inerentes.

Ambos reconhecem o valor profundo do relacionamento. Embora nenhum relacionamento possa ser considerado como garantido para sempre, o casal terá construído algo sólido, e ambos se sentem prontos para enfrentar juntos o futuro.

  • 2)Em qual dessas fases você está? Resp ♂ e Resp ♀
  • 3)Sabe identificar os desafios particulares que está enfrentando nessa fase do seu relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀

Avalie sua habilidade para se comunicar como casal

A boa comunicação é a essência de um bom relacionamento. Prestando atenção ao modo como um casal se comunica, podemos prever com precisão sua probabilidade de sucesso. A comunicação inclui o modo como se cumprimentam ou se despedem, demonstrações de aceitação, se ouvem um ao outro, como contornam conflitos e conseguem que seus desejos sejam satisfeitos, como enfrentam diferenças e desavenças, o modo como demonstram compreensão e empatia e como vivem a vida cotidiana. Se os parceiros demonstram habilidade interpessoal um para com o outro, cada um deles se sente respeitado, valorizado e compreendido e suas necessidades pessoais são levadas em conta.

O questionário servirá para ajudar vocês a avaliarem e pensarem se, como casal, são hábeis comunicadores. Essa é uma boa previsão de como será seu relacionamento a longo prazo – e que aspectos da comunicação podem ser trabalhados para obter um bom resultado.

Pensem em qual seria a reação provável de vocês como casal nas seguintes situações: Resp ♂ e Resp ♀

1 Depois de um dia longo, trabalhoso e estressante, vocês se reencontram. Como seria a primeira parte da noite que vão passar juntos?

a)      Um dos parceiros está preocupado e não presta muita atenção ao outro.

b)     Um de vocês, ou ambos, entra em um estado de espírito negativo.

c)      Um tenta tratar bem o outro, mas acha que isso não é justo.

d)     Antes de mais nada, vocês se sentam e passam algum tempo entrando novamente em sintonia.

2 Quando entram em conflito ou há um desentendimento a respeito de algo importante, a atitude mais provável seria:

a)      Não entender qual é o verdadeiro motivo do conflito ou não aceitar a versão do outro?

b)     Permitir que a conversa se torne negativa ou crítica, dando origem a discussões?

c)      Vai cada qual para um lado, para evitar uma discussão?

d)     Trocam muitas ideias até chegarem a um acordo aceitável para ambos?

 

3 Ambos precisam desesperadamente de umas férias. Um quer ir para uma praia, para relaxar e esfriar a cabeça. O outro prefere uma viagem movimentada. Qual seria o resultado mais provável?

a)      Vocês viajam para o lugar preferido pelo parceiro mais persuasivo e dominante; o outro não gosta muito, mas tenta se conformar.

b)     Vocês viajam para o lugar preferido pelo parceiro mais persuasivo e dominante, mas o outro não para de reclamar.

c)      Viajam para lugares diferentes.

d)     Escolhem um lugar onde cada um pode fazer algumas coisas sozinho, mas podem também passar parte do tempo juntos.

4 Se vocês moram juntos, como fica resolvida a questão das compras?

a)      Fazem as compras juntos – às vezes a situação fica tensa, mas vocês dão um jeito.

b)     Cada qual faz parte das compras individualmente, quando quer, e brigam por causa das coisas escolhidas,

c)      Um dos dois fica quase sempre com essa responsabilidade.

d)     Discutem como vão fazer, e ou fazem um rodízio ou encontram outra maneira de dividir as obrigações, o tempo e a despesa.

5 Vocês têm opiniões diferentes a respeito de um assunto delicado e discordam totalmente da opinião um do outro. O que aconteceria mais provavelmente?

a)      Evitam discutir e fingem estar de acordo.

b)     Criticam um ao outro e se sentem infelizes.

c)      Decidem que um dos dois é superior e tem o direito de decidir.

d)     Cada qual ouve e admite a opinião do outro, mesmo que continue não concordando.

6 Seu par se embriaga em uma festa e se comporta de forma inconveniente. O que você provavelmente faria?

a)      Tentaria fingir que nada está acontecendo.

b)     Faria críticas e ficaria com raiva.

c)      Acharia que o problema não é de seu e voltaria para casa sozinho.

d)     Levaria a pessoa para casa em segurança e esperaria uma oportunidade para falar do acontecido e de como se sentiu no dia seguinte.

7 Seu parceiro anda ocupado e estressado e lhe faz muitas exigências. Você também está atarefado. Você, provavelmente, agiria deste modo:

a)      Deixaria tud o para ajudá-lo e faria tudo o que pudesse.

b)     Ajudaria, mas se sentiria exausto e explorado.

c)      Daria bons conselhos sobre a melhor maneira de ele a dministrar o tempo.

d)     Você se ofereceria para ajudar no que for possível, porque sabe que o outro faria o mesmo por você.

8 Você já decidiu o que quer fazer no fim de semana. Seu par também decidiu o que quer fazer, e isso exige sua participação. Qual seria a saída provável?

a)      Os dois acham que vão passar o fim de semana juntos.

b)     Um de vocês se zanga porque o outro não quer fazer a mesma coisa e vai estragar seu fim de semana.

c)      Um de vocês faz exatamente o que pretendia e, se o outro não q uiser ir junto, tudo bem.

d)     Discutem o assunto bem antes do fim de semana e chegam a uma solução que os dois consideram razoável.

 

Pontos

Maioria de respostas A

Em geral vocês acham que a relação de vocês é de intimidade. Às vezes acham que é muito íntima e que têm muita coisa em comum. Entretanto, isso nem sempre facilita a comunicação. Talvez estejam negando ou evitando as diferenças entre vocês. Talvez não percebam que veem as coisas através de dois telescópios totalmente diferentes. Vocês podem achar que sabem quem é o seu par e o que esse está pensando, mas, na verdade, ele ainda pode surpreendê-lo. Seria bom ouvirem um ao outro com maior atenção, sem se fiarem em suposições, e aceitarem melhor as diferenças entre as personalidades dos dois.

Maioria de respostas B

Embora baseada no bom companheirismo, há muita comunicação negativa na relação de vocês, e isso poderia vir a reduzir para ambos o valor e a longevidade do relacionamento. Nota-se uma tendência ao afastamento, a ficarem amuados ou a punir um ao outro. Ou então um dos dois acha justo comportar-se mal. Vocês permitem que a conversa adquira um tom negativo, e isso prejudica a confiança e o sentido de segurança entre ambos. Seria bom cultivar um clima mais amistoso e de mais aceitação, e não expressar tanta crítica nem pôr a culpa no outro.

Maioria de respostas C

Esse relacionamento não parece suficientemente justo em certo aspecto. Trata-se do fato de um de vocês se esforçar mais sinceramente? Ou um de vocês é muito possessivo? Um dos dois mostra maior cuidado e interesse do que o outro? Um de vocês acha que o outro se sente tão seguro do relacionamento que não acha necessário se esforçar? Vocês ficam remoendo problemas e ficam parados no mesmo lugar? De que forma esse relacionamento poderia se tornar uma amizade entre iguais? Seria bom colocar as cartas na mesa e decidir se estão prontos, decididos e preparados para dar um ao outro o que cada um precisa.

 

Maioria de respostas D

Vocês demonstram que existe um relacionamento social positivo entre ambos. Sabem consertar comentários negativos, amenizar situações tensas e entabular uma discussão positiva dos problemas delicados, de forma amistosa, franca e demonstradora de aceitação. Escutam atentamente um ao outro, de forma respeitosa. Compreendem e concordam que para manter esse relacionamento é preciso esforço, e fazem isso como bons companheiros em pé de igualdade. Consideram um ao outro parceiros e companheiros confiáveis. Sabem chegar a acordos que sejam bons para os dois, respeitam e encorajam o crescimento e a evolução do parceiro, que não veem apenas como parceiro, mas sim como pessoa independente. Dão um ao outro gratificação, companhia e apreço, e isso faz com que o relacionamento seja uma experiência agradável a maior parte do tempo.


2- Expectativas

 

O que você espera do seu par? E o que ele ou ela espera de você? Esclarecer o que cada um espera do outro permite dar um tom construtivo ao seu relacionamento. E preciso haver um equilíbrio de expectativas. Não há equilíbrio quando se espera que uma pessoa faça todo o trabalho doméstico enquanto a outra fica sentada, esperando ser servida – a não ser que tenha havido um acordo claro quanto a essa expectativa, e os dois tenham concordado que isso é justo e desejável. Esse é um exemplo óbvio, mas existem expectativas bem mais sutis, que são difíceis de abolir, pois acabam se integrando à estrutura do relacionamento.

  • Quais são suas expectativas em um relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quais são as qualidades essenciais que você exige em um relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quais são as qualidades que você gostaria de encontrar em um parceiro ideal? Resp ♂ e Resp ♀
  • O que ele ou ela espera de você? Resp ♂ e Resp ♀
  • De ambos os lados, quais dessas expectativas desagradam ou não correspondem à realidade? Resp ♂ e Resp ♀
  • O que cada um espera do outro é justo, realista e equitativo? Resp ♂ e Resp ♀

3- Fazer um contrato Resp e Resp

 

Um contrato é um acordo que duas (ou mais) pessoas estabelecem em conjunto e que ambas concordam em cumprir. Pode ser muito útil estabelecer um contrato para o seu relacionamento, que não precisa ser rígido e deverá ser revisto regularmente. E uma boa maneira de conservar a saúde do relacionamento e ajuda a não esquecer o que cada um espera do outro e como isso está sendo cumprido. Não se trata de um contrato legal, mas sim de um acordo explicitamente discutido, de forma que as duas pessoas envolvidas saibam exatamente o que é esperado delas e o que podem esperar em troca.


4- Comportamentos positivos e negativos em um casal

 

Comportamentos que dão certo

Casais bem-sucedidos costumam monitorar quase que continuamente seu relacionamento e procuram agir de uma forma que leve igualmente em conta as necessidades de cada um. Casais bem-sucedidos podem aprender a ser ainda mais bem-sucedidos e a superar dificuldades de comunicação se forem capazes de identificá-las e superá-las. Alguns comportamentos demonstram ao outro que é amado, que você é sensível às necessidades dele e que pode contar com você quando precisar. Daremos a seguir uma lista de comportamentos que, combinados, servem para criar um relacionamento sadio e feliz. Aprender e colocar em prática esses comportamentos não é falta de sinceridade, mas, pelo contrário, vai demonstrar ao seu par que você está se esforçando para tornar tudo melhor.

  • Quando seu par aborda um tópico desagradável, ele/ ela o faz de forma amável e gentil e escolhe a hora apropriada para isso? Resp ♂ e Resp ♀
  • Seu par trata você em pé de igualdade? Resp ♂ e Resp ♀
  • Seu par trata você com respeito? Resp ♂ e Resp ♀
  • Ele ou ela se interessa e se preocupa sinceramente com seu bem-estar? Resp ♂ e Resp ♀
  • Ele ou ela faz coisas para você espontaneamente e com prazer? Resp ♂ e Resp ♀
  • Seu par leva em consideração tanto as próprias necessidades quanto as suas? Resp ♂ e Resp ♀
  • Seu par encoraja você a crescer e evoluir? Resp ♂ e Resp ♀
  • Seu par lhe dá satisfação sexual? Resp ♂ e Resp ♀
  • Ele ou ela chama sua atenção de forma gentil e apropriada quando necessário? Resp ♂ e Resp ♀
  • Compreende você? Resp ♂ e Resp ♀
  • Escuta com atenção o que você lhe diz? Resp ♂ e Resp ♀
  • Aceita você do jeito que você é? Resp ♂ e Resp ♀
  • Está ao seu lado quando você precisa? Resp ♂ e Resp ♀
  • Aumenta sua autoestima? Resp ♂ e Resp ♀
  • Demonstra visivelmente que o/a ama e aprecia? Resp ♂ e Resp ♀
  • Faz demonstrações físicas de carinho, e não apenas as sexuais? Resp ♂ e Resp ♀
  • Seu par tem tempo para você? Resp ♂ e Resp ♀
  • Seu par sabe deixar para trás os problemas, desavenças e erros passados? Resp ♂ e Resp ♀
  • Ele ou ela parece sempre ter uma visão positiva a seu respeito? Resp ♂ e Resp ♀
  • É sincero e honesto com você? Resp ♂ e Resp ♀
  • Tem interesse de saber mais sobre você? Resp ♂ e Resp ♀
  • Ambos já falaram a fundo do passado de ambos? Resp ♂ e Resp ♀
  • Acha que seu par sabe quais são alguns de seus sonhos e metas e os compreende e apoia? Resp ♂ e Resp ♀
  • Seu par permite que você influencie a vida dele/dela e adapta os próprios planos para atender à sua conveniência? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quantos desses comportamentos positivos de um casal você marcou como seus? Resp ♂ e Resp ♀

Comportamentos negativos

Quantos dos comportamentos descritos abaixo são seus também? E do seu par?

Esta lista pode ser encarada como um manual de como ter um relacionamento horrível! São coisas que não se deve fazer. Cada um desses comportamentos serve como aviso de que o relacionamento vai mal se continuar assim. Se você perceber que costuma adotar regularmente um desses comportamentos, está na hora de parar e pensar.

  • Começar uma discussão de forma agressiva ou crítica. Resp ♂ e Resp ♀
  • Criticar com frequência. Resp ♂ e Resp ♀
  • Reclamar de tudo. Resp ♂ e Resp ♀
  • Queixar-se. Resp ♂ e Resp ♀
  • Não tratar o outro em pé de igualdade, considerando-o seja superior, seja inferior a você. Resp ♂ e Resp ♀
  • Não atender a pedidos razoáveis. Resp ♂ e Resp ♀
  • Ceder com facilidade a pedidos pouco razoáveis. Resp ♂ e Resp ♀
  • Concordar em aceitar comportamentos inaceitáveis do seu par. Resp ♂ e Resp ♀
  • Culpar seu par pelo que você sente. Resp ♂ e Resp ♀
  • Reagir mal ou ficar na defensiva quando seu par discorda de você ou faz uma crítica construtiva de forma gentil. Resp ♂ e Resp ♀
  • Não escutar. Resp ♂ e Resp ♀
  • Não permitir que ele/ela o influencie, ou, pelo contrário, adaptar seus planos de acordo com a conveniência do outro. Resp ♂ e Resp ♀
  • Impedir o progresso do outro. Resp ♂ e Resp ♀
  • Demonstrar, por meio da linguagem corporal, indiferença ou falta de interesse. Resp ♂ e Resp ♀
  • Calar-se ou emburrar para punir o outro. Resp ♂ e Resp ♀
  • Manter-se distante com frequência. Resp ♂ e Resp ♀
  • Tomar certas atitudes por causa de ciúme. Resp ♂ e Resp ♀
  • Querer mandar no outro. Resp ♂ e Resp ♀
  • Querer controlar o outro. Resp ♂ e Resp ♀
  • Exigir que seus desejos sejam atendidos, mesmo que o outro esteja doente ou ocupado. Resp ♂ e Resp ♀
  • Fazer menos que a metade do trabalho. Resp ♂ e Resp ♀
  • Recusar-se a falar de determinados tópicos. Resp ♂ e Resp ♀
  • Fazer coisas que estão em desacordo com seu contrato de casal. Resp ♂ e Resp ♀
  • Recusar-se a aceitar responsabilidades. Resp ♂ e Resp ♀
  • Não valorizar ou não notar as coisas. Resp ♂ e Resp ♀
  • Guardar ressentimento. Resp ♂ e Resp ♀
  • Sabotar sua confiança e sucesso. Resp ♂ e Resp ♀
  • A outra pessoa quer que você cuide dela – mas não faz o mesmo por você. Resp ♂ e Resp ♀
  • Desentendimentos e brigas constantes por causa de assuntos corriqueiros. Resp ♂ e Resp ♀
  • Falar mal do parceiro para os outros. Resp ♂ e Resp ♀

Quantos desses comportamentos positivos de um casal você marcou como seus? Resp e Resp

0 que você gostaria de mudar?

1,2,3,4,5… (necessariamente não é essa quantidade).


5- Protesto saudável

 

Saber protestar quando uma coisa não lhe agrada é muito saudável. Todos nós precisamos nos zangar e nos afirmar de forma apropriada para que nossas necessidades sejam respeitadas e para que não passem por cima de nós nem nos tratem mal. As perguntas abaixo vão fazer com que você perceba melhor os problemas que precisam ser tratados com firmeza saudável. Para ambos responderem Resp ♂ e Resp ♀

  • Quando era criança, você era ouvido quando dizia o que queria? Resp ♂ e Resp ♀
  • Permitiam-lhe dizer “n ã o ” quando você não queria alguma coisa? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quando estava com raiva ou zangado, como você o expressava? Alguém o levava a sério? Resp ♂ e Resp ♀
  • Hoje, como age quando se zanga? Resp ♂ e Resp ♀
  • Se o seu par faz alguma coisa que realmente o aborrece, como você age? (Por exemplo, você mostra sua raiva abertamente, se retrai, fica de mau humor, castiga o outro de modo que se sinta tão mal quanto você, prefere a passividade?) Resp ♂ e Resp ♀
  • Sabe como dizer ao seu par e às pessoas à sua volta o que você quer? Resp ♂ e Resp ♀
  • Acha que seu par ou as outras pessoas próximas não lhe dão o devido valor, ou o exploram? Resp ♂ e Resp ♀
  • Acha que às vezes perde o controle devido à raiva? Ou que sua raiva é expressada de modo muito indireto ou passivo? Resp ♂ e Resp ♀

Essas perguntas e respostas lhe mostram um pouco do que você aprendeu na infância e vem pondo em prática desde então a respeito de regras para expressar seu direito de protestar de forma apropriada, pedir o que quer, dizer não e impor seus limites às outras pessoas.


6- Como administrar conflitos

 

Conflitos existem em todos os relacionamentos. Se de vez em quando surgirem conflitos ou você tiver sentimentos negativos a respeito do seu par, isso não quer dizer que exista algo de errado. Um relacionamento bem-sucedido não quer dizer ausência total de negatividade ou diferenças, mas sim um relacionamento em que a negatividade e as divergências de opinião são tratadas e resolvidas francamente e com delicadeza.

Um relacionamento no qual os conflitos não podem ser expressados geralmente não é um relacionamento saudável. No entanto, conflitos tratados com agressividade e de forma desastrada são causa de muitos sofrimentos.

Para ter um relacionamento saudável e durável é preciso que concordem em se guiar por algumas diretrizes comuns aos dois. Por exemplo, algumas pessoas cresceram em famílias barulhentas e agitadas, e falar alto é normal para elas. Outras pessoas, criadas em lares tranqüilos, nos quais raramente se levantava a voz, a não ser para expressar raiva ou frustração extrema, podem considerar inaceitável que o outro grite com elas porque se esqueceram de comprar cebola.

Pense nesses comportamentos que podem surgir em situações de conflito e decida quais são aceitáveis para você ou não. Se você e seu par discordam, então precisam chegar a um acordo que ambos sejam capazes de respeitar.

Usar qualquer uma destas estratégias diminui as chances de resolver bem um conflito.

  • 1 Gritar ou levantar a voz.
  • 2 Falar palavrões ou usar linguagem injuriosa.
  • 3 Recorrer à agressão física.
  • 4 Usar como argumento o passado ou assuntos que não têm a ver com o tópico em questão.
  • 5 Iniciar a discussão criticando o parceiro ou usar a crítica para intimidar o outro, para que ele mude.
  • 6 Ficar calado ou recusar-se a discutir o problema, mudando de assunto ou não prestando atenção ao que é dito.
  • 7 Não escutar quando o outro levanta uma questão importante.
  • 8 Tratar o assunto num tom de voz ofensivo ou agressivo.
  • 9 Jogar no outro a culpa por seus maus sentimentos.
  • 10 Qualquer outro comportamento que seja desagradável para você. 

    1)     Durante uma briga ou desentendimento de quais dos comportamentos acima você seria capaz? Resp ♂ e Resp ♀

    2)     Quais deles você aceitaria no seu par? Resp ♂ e Resp ♀

    3)     Quais deles o seu par acha aceitáveis? Resp ♂ e Resp ♀

    4)     Quais deles são inaceitáveis para o seu par? Resp ♂ e Resp ♀

    5)     Que tipo de acordo vocês precisam firmar para terem certeza de que seus desentendimentos serão justos? Resp ♂ e Resp ♀

Como administrar conflitos com habilidade

Geralmente um conflito administrado com habilidade, usando a comunicação de maneira correta, tem maior chance de levar a uma solução razoável – ou as pessoas envolvidas a concordarem em aceitar suas diferenças. As pessoas são capazes de aceitar um certo nível de desentendimento, mas não o desrespeito, acusações ou humilhação. Resolver um conflito de maneira habilidosa requer estas técnicas de administrar conflitos:

■ Escolham de comum acordo um lugar e uma hora apropriados para discutir, quando nenhum dos dois estiver cansado, estressado ou preocupado.

■ Combinem um limite de tempo – não estendam a discussão por horas a fio.

■ Pensem antes, muito bem, no que vão dizer; por exemplo, não aproveitem a ocasião para pôr para fora seus piores e mais negativos sentimentos, tais como hostilidade e ressentimento. Uma discussão proveitosa não é uma livre expressão de negatividade, mas sim uma forma adulta de negociar.

■ Deem tempo a cada um para ouvir atentamente o ponto de vista do outro.

■ Cada qual deve repetir o que o outro disse, da forma como o compreendeu, usando o mais possível o mesmo tipo de linguagem utilizada pelo outro, sem acrescentar distorções ditadas pela raiva. Por exemplo: “Acho que você está querendo dizer que não aceita que eu fique fora tanto tempo e que quer que eu ajude mais com as crianças” soa muito melhor do que “Você vive reclamando que eu nunca estou aqui. Você devia saber que eu estou sempre ocupado”.

■ Cada um deve ter sua chance de expor o que o está aborrecendo e o que gostaria que mudasse. Isso deve ser dito de forma respeitosa, sem acusações. Por exemplo: “Quando você bate a porta é como se me rejeitasse e me botasse para fora”. E não: “Por que você vive batendo a porta? Será que não sabe fechar direito?”

■ Tudo aquilo que você gostaria que a outra pessoa mudasse no comportamento dela deve ser exposto como um pedido positivo, como: “Eu ficaria muito contente se antes de sair de manhã você me trouxesse o chá”, muito melhor do que: “Você não liga mais para mim, você nunca faz o meu chá de manhã ”.

■  Antes de encerrarem a discussão, tentem chegar a um acordo que seja razoável para ambos, mesmo que tenham que deixar para depois a solução ideal. Combinem o que cada um vai fazer para melhorar a situação e marquem uma nova discussão para daí a algum tempo a fim de discutir como vão as coisas.

Em qual dessas técnicas você se sai melhor? E pior? Resp e Resp

 


7- Perdão e reconciliação

 

Às vezes, esquecer o que passou – ou perdoar o que alguém nos fez – é a única maneira de nos libertar e seguir em frente. Mesmo não parecendo uma boa ideia esquecer as mágoas que outras pessoas nos causaram, isso nos deixa prontos para um futuro melhor, em vez de nos sentirmos permanentemente infelizes ou deixarmos que o acontecido marque para sempre o relacionamento. Embora tirar a desforra possa de alguma forma fazer-nos sentir melhor temporariamente, o perdão parece ser mais benéfico à saúde da vítima. Pessoas que sabem perdoar sofrem menos de ansiedade e depressão, têm menos comportamentos hostis e são, geralmente, mais saudáveis. A capacidade de perdoar pode estar relacionada ao grau de satisfação e intimidade que sentimos em um relacionamento – isto é, é mais fácil perdoar quando compreendemos o que levou a pessoa a cometer o ato que nos aborreceu. E interessante notar que a dificuldade em perdoar a si próprio está associada à baixa autoestima, à raiva e à ansiedade.

 

O processo de perdoar passa por três estágios:

1 Você se sente capaz de reconhecer e discutir o que houve? Isto quer dizer: não negar nem deixar de falar no que aconteceu, e mostrar que acredita que a culpa é da outra pessoa – do contrário, não haveria o que perdoar.

2 Você consegue se desligar? Por exemplo: seria capaz de sentir empatia e compreender o que a outra pessoa estava sentindo naquele momento, e de tentar entender o que a motivou? Se ficar com raiva, use isso como combustível para levá-la a uma mudança positiva, se possível.

3 Sente-se capaz de discutir o fato de maneira franca e honesta? Para que seja possível perdoar, é preciso que a outra pessoa esteja disposta e reconhecer a gravidade do que fez e entenda bem como fez você se sentir. (Muitas vezes, as pessoas negam ou minimizam a importância do que aconteceu.) Se o outro não consegue ver as coisas do seu ponto de vista, você não terá como perdoá-lo completamente.


8 – Diferenças de personalidade

 

Elas são responsáveis por muitos conflitos, porque temos a tendência a imaginar que todo mundo é igual a nós e pensa exatamente como pensamos – ou então que, se as pessoas são diferentes de nós, elas estão erradas. Muitas vezes não nos damos conta de que as outras pessoas nem sempre estão ligadas na mesma onda que nós e que, nesse caso, não conseguimos entender automaticamente qual é a delas.

A maior e mais básica é a diferença entre extroversão e introversão. Embora todo mundo saiba disso, essa diferença ainda causa muitos desentendimentos entre casais. Isso porque esses dois tipos fundamentais veem o mundo e se relacionam com ele de forma diferente. Se você é um introvertido, dificilmente conseguirá ver as coisas do ponto de vista de um extrovertido. Não queremos dizer que um tipo é melhor do que o outro, eles simplesmente são diferentes. Extroversão e introversão são como as duas pontas de uma vara, e nós todos estamos em algum ponto entre esses dois extremos. A maioria das pessoas tem características pertencentes aos dois tipos, mas com a predominância de um deles. Sabe-se que ser extrovertido ou introvertido faz parte do seu temperamento nato, portanto é algo que não pode ser fundamentalmente alterado. No entanto, as vivências e as situações podem nos forçar a adotar características do tipo oposto ao nosso. Se você é introvertido, nada o impede de adotar na vida social as características de um extrovertido.

Assim mesmo, você nunca será naturalmente do tipo que chamam “a alma da festa”, como são os enturmados extrovertidos. E talvez prefira, secretamente, passar a noite na companhia de um bom livro ou de apenas uma ou duas pessoas.

Você é extrovertido ou introvertido? Esse teste é feito separadamente Resp ♂ e Resp

Marque A ou B em cada pergunta, depois some seus pontos no final.

1 Se receber um convite para uma festa para muitos convidados, você

a)      Sente-se coagido a comparecer?

b)     Sente-se animado e cheio de energia, e espera ansiosamente pelo dia?

 

2 Como é o seu círculo de amizades?

a)      Tem um grupo pequeno de amigos leais, que conhece bem e com os quais adora se encontrar?

b)     Tem um vasto círculo de amizades, que inclui pessoas de tipos variados, amigos, colegas, conhecidos, e considera a todos como amigos?

 

3 Você:

a)      Sente-se mal e cansado quando passa tempo demais na companhia de outras pessoas?

b)     Sente-se mal e cansado se passar muito tempo sozinho ou com um grupo pequeno de pessoas?

 

4 Você:

a)      Gosta de verdade de estar consigo mesmo e acha que ficar algum tempo sozinho lhe faz bem?

b)     Sente que pode ficar um tempinho consigo mesmo?

 

5 Se ficar sozinho em casa num final de semana, você:

a)      Se sentiria bem em ficar em casa?

b)     Sentiria necessidade de sair, encontrar os amigos ou arranjar alguma diversão?

 

6 Você:

a)      Se sente cansado se é obrigado a passar o dia trabalhando intensivamente com outras pessoas?

b)     Sente-se cheio de energia pelo contato com outras pessoas no trabalho?

 

7 Assim que chega em casa vindo do trabalho, você:

a)      Prefere uma atividade sossegada, quieta e relaxante?

b)     Quer logo conversar com alguém, ligar a TV ou o rádio?

 

8 Sua tendência é:

a)      Interessar-se intensamente e se envolver com seus assuntos e atividades favoritas, de modo que chega a perder a noção do tempo?

b)     Tem uma grande variedade de interesses, mas salta facilmente de um para o outro?

 

9 Você:

a)      Acha difícil concentrar-se em um ambiente barulhento ou quando é interrompido?

b)     Gosta de ver muita atividade ao seu redor e adora ser interrompido?

 

10 Você diria que:

a)      É muito difícil as pessoas chegarem a conhecê-lo de saída; elas só o apreciam e o compreendem inteiramente depois de conhecê-lo por algum tempo?

b)     É muito fácil conhecê-lo?

 

Contagem de pontos

 

A _____ (introvertido)  B _____ (extrovertido)

 

Compare sua contagem de pontos com a do seu par e conversem sobre isso.

Essas perguntas certamente ilustraram algumas diferenças quanto ao estilo de vida preferido p o r extrovertidos e introvertidos. Embora cada qual possa conviver com o outro, é exaustivo viver o tempo todo de forma diferente daquela que se prefere. Se você é um introvertido e trabalha o dia todo na companhia de outras pessoas, precisará passar algum tempo sozinho ao chegar em casa, ou quem sabe uma conversa a dois lhe dê a oportunidade de aprofundar uma questão. Se você é um extrovertido mas não faz muitos contatos durante o dia, ao chegar em casa estará faminto por companhia, diversão e estímulo.

Os introvertidos obtêm sua energia inspiradora do seu mundo interior, ao passo que os extrovertidos recebem do exterior a energia e a inspiração; dessa forma, temos necessidades diferentes quanto a estímulo externo. Além disso, o introvertido prefere tempo para pensar com profundidade antes de apresentar o que resultou do seu pensamento – e pode estar certo de que ele pensou cuidadosamente e p o nde rou demoradamente tudo. Por outro lado, o extrovertido costuma pensar em voz alta para chegar a uma opinião, mas isso certamente não será a sua palavra final sobre o assunto. Dessa forma, um introvertido pode dar uma importância indevida aos comentários aleatórios de um extrovertido, ao mesmo tempo que um extrovertido pode não se dar conta de que o introvertido acabou de dizer algo muito importante que talvez tenha levado semanas para pensar. Assim, os introvertidos têm a certeza de que disseram alguma coisa – mas, na verdade, apenas pensaram nela e nem se lembraram de abrir a boca para comunicá-la. E os extrovertidos podem dizer a mesma coisa tantas vezes que você deixa de prestar atenção.

Essa diferença no modo de se comunicar e de preferências quanto ao estilo de vida não são apenas superficiais, mas resultam de duas maneiras inteiramente distintas de pensar e de apreender a realidade. Ser capaz de entender, aceitar e valorizar as diferenças entre vocês torna mais forte um relacionamento. Muitas vezes os introvertidos e os extrovertidos se atraem, já que suas diferenças, uma vez compreendidas, são complementares e reforçam a relação.

Um relacionamento que reúna ambas as características é mais equilibrado.


9- Segurança e apego

 

Considera-se que o apego é um dado fundamental da vida emocional adulta. Desde o nascimento, nossa segurança e nossa saúde física e emocional se baseiam nos laços que criamos com outras pessoas. A autoestima e a segurança emocional estão intimamente ligadas. Na primeira infância, essa segurança depende da proximidade física; na idade adulta, precisamos de proximidade emocional e carinho, empatia e compreensão. Há muitas evidências de que um apego seguro na infância propicia um comportamento saudável tanto emocional quanto psicológico na vida adulta, assim como relacionamentos menos problemáticos. Os adultos capazes de se apegar fortemente demonstram maior capacidade de estabelecer relações de companheirismo.

John Bowlby foi um psicólogo e pesquisador inglês, pioneiro, nos anos 1950 e 60, no estudo dos transtornos do apego, da separação e da perda. Ele percebeu que as crianças separadas por muito tempo de suas mães (ou da cuidadora principal) começavam a mostrar sintomas de vários distúrbios psicológicos que intitulou transtorno do apego. Ele concluiu que, na infância, nós nos sentimos bem a respeito de nós mesmos e do mundo à nossa volta quando temos adultos confiáveis a quem podemos recorrer. Pesquisas feitas pelos inúmeros seguidores de Bowlby deram origem a procedimentos comuns em centros infantis de saúde, tais como permitir que os pais permaneçam no hospital com os filhos. Antes disso, não eram bem compreendidos a dor e o sofrimento indescritíveis das crianças ao se verem separadas dos pais por razões diversas – como doença, dificuldades financeiras da família, evacuação em caso de guerra. Muita gente cresceu sem uma base segura e pode atestar como isso sempre as fez sentir-se infelizes, inseguras e incapazes de manter relacionamentos satisfatórios.

As crianças que experimentaram uma forte sensação de apego estão bem preparadas para desfrutar de relacionamentos estáveis e seguros na idade adulta. Aqueles que confiam menos nos outros sentem mais dificuldade em se apegar a outras pessoas. E como se esperassem o tempo todo que alguma coisa dê errado, e não conseguem se soltar em um relacionamento porque estão sempre um pouco ansiosas, na expectativa de mais abandono, falta de segurança, perda e até mesmo hostilidade.

Todo mundo tem um estilo próprio de demonstrar apego, que é uma fusão de suas experiências de infância, dos padrões de apego em sua família e de sua personalidade e preferências. Há quatro padrões diferentes de apego: seguro, ansioso, evasivo e ambivalente.

Nenhum deles é constante, e a maioria das pessoas mostra diferentes combinações desses atributos em momentos diversos. Se em um casal pelo menos um dos parceiros demonstra um estilo seguro de apego, o relacionamento tem mais probabilidades de ser estável do que relacionamentos em que ambos os parceiros mostram ter características do tipo de apego ansioso ou evasivo. Na idade adulta, as pessoas se sentem muito mais autoconfiantes se mantêm um relacionamento que lhes dá a sensação de segurança. No entanto, as pessoas inseguras tendem a repetir o passado: escolhem parceiros segundo seus modelos do passado, e podem atuar segundo padrões de ansiedade, hostilidade e medo do abandono ou de se sentirem aprisionados. Desse modo atraem a atenção e se sentem vivos.

Os relacionamentos dão certo quando neles está subentendida uma sensação de segurança e estabilidade. Isso não quer dizer que se tornarão relacionamentos convencionais e tediosos, mas sim que, no final do dia, você pode contar com seu par à sua espera.

Que ele não vai fugir com a pianista do clube noturno! As pessoas seguras de si mesmas tendem a estabelecer relacionamentos seguros. Não gostam de provocar ansiedade e hostilidade ou de fazer com que o outro se sinta inseguro. E, provavelmente, já que não temem a independência dos filhos, darão a eles condições que lhes permitam sentir-se seguros.

Qual é seu estilo de apego? Com qual destes você se parece? (Seria útil lembrar-se de relacionamentos anteriores, assim como pensar em seu relacionamento atual, para perceber que padrões vão se tornando mais evidentes com o tempo.)

São apenas três Perguntas. Escolha em cada uma delas qual das quatro “respostas” é uma descrição mais fiel do seu jeito de ser. Elas representam quatro estilos de apego, que serão descritos ao final. Resp ♂ e Resp

1 Até que ponto você precisa de intimidade com seu par o tempo todo, e até que ponto prefere manter certa distância?

a)      Você gosta de se sentir íntimo do seu par. Confia nele e lhe dá motivos para confiar em você.

b)     Você gosta de intimidade e de sentir-se ligado ao seu par, mas às vezes teme que o relacionamento não dure.

c)      Você gosta de sexo e intimidade às vezes, mas prefere manter sua independência e seus sentimentos sob controle.

d)     Você gosta de intimidade e de sentir-se ligado ao seu par, mas isso às vezes lhe dá claustrofobia ou a impressão de estar preso. Você nem sempre tem certeza do que pensa a respeito de sentir-se dependente do seu par, ou a respeito de a outra pessoa depender tanto de você.

2 Quando seu par sai ou se ausenta por longo tempo, qual dessas atitudes se parece mais com a sua?

a)      Você sente saudades, mas se mantém em contato durante a ausência dele e espera com ansiedade a sua volta. Porém aproveita o tempo para fazer outras coisas, tais como encontrar os amigos ou adiantar seu trabalho.

b)     Sente saudades e não se sente bem por algum tempo. Acha difícil continuar vivendo sua vida e pensa muito na pessoa ausente.

c)      Quase não sente a falta da pessoa ausente e se ocupa muito com outras coisas; talvez tenha encontros com outras pessoas durante essa ausência.

d)     No começo sente muitas saudades da pessoa ausente, mas, quando ela volta, você já se acostumou a ter uma vida independente e custa a se reacostumar a ter essa pessoa por perto. Falando francamente, não se sente 100% feliz com o reencontro.

3 Você está esperando que seu par volte para casa, mas ele/ela chega muito mais tarde do que você previa. Por algum motivo, ele/ela não teve como telefonar para explicar por que se atrasaria. Quando ele/ela chega, como você reage?

a)      Durante a espera, você começou a fazer outra coisa. Sente-se contente e aliviado porque seu par chegou, embora, obviamente, queira saber o que aconteceu. Mas quando ele/ela chega você lhe dá um grande abraço.

b)     Você se preocupa, sente medo e ansiedade, não consegue se concentrar em nada e passa várias horas tentando descobrir onde está seu par, para saber o que está ocorrendo. Imagina diversos desastres que podem ter acontecido. Quando ele/ela entra pela porta, você começa a falar imediatamente da sua preocupação e exige que a pessoa diga onde estava.

c)      Quando ele/ela chega, você age como se nada tivesse acontecido.

d)     Quando eçe/ela chega, finalmente, você já passou por todo tipo de emoção, e seus sentimentos podem estar confusos. Talvez prefira não falar no assunto. Pode sentir raiva ou rejeitar e indiretamente tratar mal a pessoa por ter ficado longe, ou agir como se não se importasse com o atraso.

Quatro estilos diferentes de apego

A

Trata-se do apego seguro, quando existe uma base de segurança. Vocês se sentem seguros e confiantes em seu relacionamento, e isso porque, provavelmente, desenvolveram em seu íntimo uma noção de segurança. Não são especialmente ciumentos ou possessivos em relação um ao outro e aceitam que cada qual tenha tempo e interesses separados, embora, por outro lado, valorizem intensamente a relação de intimidade que existe entre vocês. Ambos se sentem como indivíduos autônomos, capazes de levar vida autônoma, mas de serem, ao mesmo tempo, interdependentes.

Sabem examinar com olhar objetivo seu relacionamento e pensar e falar de forma clara sobre isso. Aceitam o fato de que, como adultos, ainda necessitam de uma base segura – não precisam lutar contra esse fato, nem negá-lo. Algumas pessoas chegam a pensar que é um estilo seguro ou tedioso demais para elas. Mas, na verdade, é um estilo muito saudável e não obriga ninguém a evitar mudanças e aventura.

B

Esse estilo de apego é mais ansioso. Você sente dificuldade em confiar totalmente em seu parceiro, e coisas simples, como um atraso ou um aparente interesse do outro em mais alguém, podem deixá-lo muito inseguro. Você teme a rejeição. Seu comportamento pode ser do tipo pegajoso e possessivo e talvez você seja ciumento.

Às vezes não consegue evitar comportar-se assim, mesmo que isso possa levar a outra pessoa a se afastar. Leva tempo para aprender a sentir-se seguro, e você vai precisar do apoio e da compreensão do seu par. Se ele também é inseguro, pode ser difícil para vocês darem um ao outro a segurança de que ambos precisam.

C

Vamos falar do estilo evasivo de apego. Você diz a si mesmo que deve se manter distante, não se envolver demais, ficar de pé atrás. Tem a tendência a se sentir aprisionado ou enrolado em uma teia, e não gosta de se sentir responsável pelos problemas de outra pessoa. Em um relacionamento, lança mão de táticas variadas para manter uma distância segura do seu par, pois acha que um excesso de intimidade e proximidade é sufocante ou ameaçador. A uma certa altura, pode pôr fim a um relacionamento porque prefere sentir que mantém o controle sobre sua própria vida. Talvez use a rejeição ou a crítica como tática para não correr o risco de ser você o rejeitado.

D

Trata-se do estilo ambivalente de apego. Isso que dizer ter ocasionalmente sentimentos confusos a respeito do seu par, o que pode levá-lo a mudar de opinião com frequência a respeito do relacionamento. Ora é caloroso e carinhoso, ora quer ficar só e critica muito o seu par, para quem é muito difícil entender o que representa para você. Às vezes você se sente ansioso e solitário, em outros momentos sente- se abafado e prefere ser deixado em paz. Você sofre muito quando as pessoas o decepcionam. Talvez exigissem de você, quando ainda era jovem demais para isso, que fosse independente e autossuficiente, o que o deixou um pouco confuso, de modo que nem sempre sabe o que quer. Sabe que deseja um relacionamento íntimo e é capaz de permanecer em um relacionamento assim, mas precisa compreender suas inseguranças mais profundas antes de se permitir ser mais vulnerável.

Questionário do apego

Esta é uma boa maneira de explorar ainda mais sua história de apego, e de perceber melhor como ela influencia seu relacionamento. Pesquisas vêm mostrando que faz muita diferença em seu modo de enfrentar a vida ser capaz de entender e refletir sobre a própria situação emocional e de examinar e expressar os próprios sentimentos quanto a isso. Este é um questionário importante, e pode provocar sensações fortes. É melhor levar um bom tempo examinando estas perguntas e só voltar ao questionário depois de ponderar suas respostas. Você pode fazer isso junto com seu par, quando tiverem tempo bastante para ponderar profundamente os problemas envolvidos, o que dará a ambos a oportunidade de perceber como o passado e o presente estão conectados ao seu relacionamento, e o que podem fazer para aprimorar seu relacionamento atual.

  • Do que você se lembra quanto ao seu estilo de apego na infância? Por exemplo: Sentia-se seguro? Era confiante ou carente? Ficava ansioso, reservado, ou sentia- se abandonado quando sua mãe o deixava em algum lugar? Tinha certeza de que ela voltaria e se sentia feliz ao reencontrá-la? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quem eram as pessoas, lugares ou animais aos quais você se sentia apegado quando era criança? Olhando para o passado, o que esses relacionamentos significavam para você? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quem você acha que o entendia melhor quando você era criança? A quem você recorria quando estava preocupado? Resp ♂ e Resp ♀
  • Cite algumas palavras que descrevam como se sentia a respeito de seus cuidadores quando você era criança. Resp ♂ e Resp ♀
  • Você passou pela perda de alguma figura importante à qual era apegado? Como isso o afetou? Resp ♂ e Resp ♀
  • Você passou por alguma experiência traumática ou assustadora associada a algum dos seus principais cuidadores? Em caso afirmativo, como isso o afetou? Algum de seus cuidadores representava uma ameaça? Resp ♂ e Resp ♀
  • Como você enfrentava as coisas que não saíam do jeito que você queria, e como se consolava? Resp ♂ e Resp ♀
  • Como se sentiu no primeiro dia em que foi deixado na escola? Resp ♂ e Resp ♀
  • Como foram seus primeiros dias na escola, no colegial ou em novos empregos depois disso? Resp ♂ e Resp ♀
  • Como você se conforta ou se acalma hoje em dia, quando está aborrecido, cansado ou deprimido? Resp ♂ e Resp ♀
  • O que o faz sentir-se relaxado e seguro atualmente? Resp ♂ e Resp ♀
  • Quais são as coisas que o fazem sentir-se mais amado, seguro e confiante em um relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • Tem medo de ser abandonado? É do tipo pegajoso ou possessivo, mesmo que isso torne difícil para outras pessoas ficarem com você? Resp ♂ e Resp ♀
  • Você fica aflito e distante, e ocasionalmente se sente desligado das pessoas mais próximas de você? Resp ♂ e Resp ♀
  • Costuma cuidar de outras pessoas mais do que elas cuidam de você? Desempenha um papel específico nos relacionamentos? Resp ♂ e Resp ♀

10- Inteligência sexual

 

Sexo é uma ocasião de prazer, alegria, contato e de uma ligação significante. Oferece relaxamento físico e liberação. O sexo é essencial para a maioria de nós como fonte de cura, bem-estar, relaxamento, auto expressão, carinho, êxtase, sensualidade, intimidade, fusão, liberação das tensões e do estresse, e uma forma de recreação plena de significados. Nossa percepção de identidade sexual é essencial à nossa percepção da nossa identidade mais profunda e ao nosso bem-estar. Muitas vezes pagamos um alto preço para obter o sexo que desejamos, pois a necessidade de atividade sexual é muito importante para nós. Nada mais nos dá essa sensação.

Em um relacionamento de casal, o sexo é muitas vezes o adesivo da relação, prendendo um ao outro como ímãs atraídos por uma força profunda e misteriosa. Sexo de boa qualidade confere significado, vitalidade e união, e a maioria das pessoas concorda que o melhor sexo acontece dentro de uma relação íntima e amorosa.

Explore sua inteligência sexual

  • Pense em uma experiência sexual memorável. Ouais foram os componentes que a deixaram marcada em sua memória? Resp ♂ e Resp ♀
  • Para você, o sexo é uma expressão de prazer e alegria? Resp ♂ e Resp ♀
  • Você se sente sexualmente experiente e confiante? Resp ♂ e Resp ♀
  • Considera o sexo como uma aventura e uma realização? Resp ♂ e Resp ♀
  • Sua sexualidade exprime seus valores fundamentais? Resp ♂ e Resp ♀
  • Já discutiu suas necessidades e expectativas sexuais com seu par? Resp ♂ e Resp ♀
  • Você leva em consideração as necessidades do seu par? Para você, elas são tão importantes quanto as suas? Ou menos importantes? Resp ♂ e Resp ♀
  • Se o seu p ar fizesse sexo com outra pessoa, o que você sentiria? Resp ♂ e Resp ♀
  • E o que você pensa a respeito de fazer o mesmo? Resp ♂ e Resp ♀
  • Já pensou em como manter viva a atração sexual em seu relacionamento? Resp ♂ e Resp ♀
  • Existem aspectos do seu eu sexual ou fantasias que você ainda não explorou? O que o impede? Resp ♂ e Resp ♀
  • Existem aspectos que você considera embaraçoso mencionar? Resp ♂ e Resp ♀
  • Em caso afirmativo, como poderia tocar no assunto? Resp ♂ e Resp ♀
  • Sente-se feliz e confiante em relação ao seu corpo e à sua sexualidade? Em caso negativo, quais seriam os próximos passos para remediar isso? Resp ♂ e Resp ♀
  • Até que ponto a sexualidade e a espiritualidade estão ligadas para você? Resp ♂ e Resp ♀
  • Se você já sofreu abuso sexual de qualquer tipo, como isso ainda afeta seu relacionamento? Sente-se capaz de discutir o assunto com seu par? Resp ♂ e Resp ♀
  • Já experimentou rejeição ou discriminação devido à sua orientação sexual? Como isso afetou sua relação com sua própria sexualidade? Resp ♂ e Resp ♀
  • Como seria a experiência sexual dos seus sonhos? Resp ♂ e Resp ♀

11- Área do Amor