Lidar com o Passado

1 Quantas vezes você conta as mesmas histórias sobre o que lhe aconteceu em seus primeiros anos de vida?

a. As pessoas ficam com os olhos parados e ouvem educadamente, mas você continua contando assim mesmo.

b. Você conta histórias algumas vezes, quando elas servem para ilustrar algo que você está dizendo.

c. Algumas pessoas lhe fazem perguntas sobre o passado, mas você prefere não falar nisso.

d. Você às vezes fala sobre o passado, mas só quando isso é relevante.

 

2 Você costuma reclamar que os preços subiram em comparação com os tempos passados?

a. Com frequência.

b. Às vezes.

c. Você não se lembra muito bem de quanto custavam as coisas.

d. Quase nunca.

 

Você perdeu um animal de estimação há muitos anos?

a. Você nunca teve outro porque não suportaria a dor de perdê-lo.

b. Você pode ter tido outros animais depois disso, mas não é a mesma coisa.

c. Você nunca mais teve outro porque se desinteressou de animais de estimação.

d. Você teve outros, e os ama da mesma forma.

 

4 Você gosta de experimentar coisas novas, tais como comidas, moda, viagens ou experiências?

a. Prefere se manter fiel àquilo que conhece e de que gosta.

b. Às vezes experimenta coisas novas.

c. Não é ligado a qualquer comida em especial, produtos ou experiências, você aceita o que vem.

d. É eclético, curioso e aventuroso em seus gostos.

 

5 Seu professor de matemática lhe disse que você era incapaz em matemática e não adiantava nada continuar tentando ensinar a você. Como vem lidando com isso?

a. Acreditou e nunca mais foi adiante com a matemática.

b. Enfrentou a matemática até aprender o indispensável.

c. Vem tentando evitar ao máximo a matemática, embora isso limite suas opções.

d. Procura alguém que saiba ensinar, de modo que a falta de aptidão para os números nunca lhe crie problemas.

 

6 Você remói coisas dolorosas, ofensivas ou negativas que outras pessoas lhe disseram ou disseram a seu respeito?

a. Você tem memória de elefante, não esquece nunca.

b. Tenta esquecer, mas às vezes volta a pensar nelas.

c. Por que eu haveria de me preocupar com o que elas pensam?

d. Pensa sobre todas essas coisas, até entender bem o que houve.

 

7 Gosta de aprender, estudar e descobrir novas informações e áreas do conhecimento, ou de aperfeiçoar seus conhecimentos e aptidões?

a. Você raramente lê livros, freqüenta cursos ou assiste a programas educativos – prefere a vida prática.

b. Gosta de ler e de assistir à televisão.

c. Acha que uma educação formal é irrelevante e uma perda de tempo.

d. Tem muito interesse pelos estudos, faz os cursos que pode e sempre está lendo algum livro.

 

8 Aceita sem dificuldade novas informações?

a. As pessoas vivem se queixando de que lhe contaram alguma coisa da qual você não se lembra ou de que você não presta atenção quando lhe contam alguma coisa.

b. Você às vezes acha muito cansativo aceitar novas informações.

c. Nem sempre se interessa o bastante para se dar ao trabalho.

d. Gosta de ter contato com ideias novas e se esforça para processar as novas informações.

 

9 Até que ponto você vive o momento presente?

a. Muitas vezes se surpreende sonhando acordado com o passado, ou planejando o futuro.

b. Vive o presente, mas, por outro lado, também pensa muito no passado.

c. Vive o presente; o que passou, passou.

d. Tenta viver o presente, mas aproveita algumas lições específicas que o passado lhe deu.

 

10 Você é muito esquecido?

a. Sua memória de longo prazo é bem melhor que a memória recente; você tende a esquecer detalhes e informações banais.

b. Parece esquecer umas coisas e lembrar-se de outras.

c. Acha difícil guardar informações se não anotar tudo de forma organizada.

d. Geralmente se lembra do que é importante.

 

11 Você às vezes pensa que cai sempre nas mesmas situações ou tem que enfrentar os mesmos problemas, vezes sem conta, pela vida afora?

a. Sim, com certeza.

b. Sim, há coisas que continuam acontecendo novamente, sem que você queira.

c. Não. Você tenta seguir adiante, esquecer e nunca repetir o passado.

d. Quando isso acontece, você tenta compreender qual o padrão que está repetindo para solucioná-lo.

 

12 Depois de algum tempo em um novo relacionamento, este começa a fazê-lo lembrar-se de antigos relacionamentos?

a. Você só teve um relacionamento sério na vida; ou, sim, seus parceiros têm semelhanças marcantes.

b. Você tenta escolher pessoas diferentes, mas, às vezes, elas se parecem mais do que a princípio se pareciam.

c. Todas as pessoas são diferentes.

d. Algumas coisas são diferentes, outras são iguais; você tenta entender o que dirige suas escolhas.

 

Contagem de pontos

Some quantos pontos marcou em cada categoria:

A :_____ B :_____ C: _____ D :_______

Até que ponto você vive no passado? Muito poucas pessoas marcarão pontos em apenas uma categoria; leia os comentários a respeito de cada categoria em que marcou dois ou mais pontos.

A

As pessoas que marcam preferencialmente A são aquelas que passaram por experiências marcantes em seus primeiros anos de vida, as quais, por algum motivo, não conseguiram aceitar. Por exemplo, talvez você tenha mudado de residência e deixado sua vida para trás, talvez tenha sofrido perdas ou dificuldades sobre as quais ninguém falava ou que você não soube aceitar, ou teve que enfrentar muitas coisas sozinho quando era ainda muito jovem. Provavelmente tem opiniões conservadoras e resiste a mudanças e novas informações porque isso pode lhe parecer incômodo ou ameaçador. Você não deve gostar de que contrariem suas opiniões. Quando se sente seguro, é capaz de aceitar mudanças, mas não gosta de ser forçado.

B

Provavelmente você vive no passado muito mais do que pensa. Às vezes ele retorna sorrateiramente e o distrai. Talvez existam coisas no passado que mereçam toda a sua atenção e compreensão. Você procurou desligar-se delas, adormecê-las ou evitá-las durante anos? Ou disse a si mesmo para não ser tão bobo e seguir em frente? Você não é tão lógico quanto gostaria de ser e é afetado por emoções que não consegue controlar. Permita-se explorar seus verdadeiros pensamentos e sentimentos e talvez descubra que tudo pode se resolver.

C

Você tem uma atitude definida a respeito do passado: o que passou passou, e você não quer se fixar nisso. Entretanto, boa parte de sua energia é utilizada para esquecer o passado e impedir que ele o afete. Isso o impede de absorver novas informações, de se adaptar a mudanças, e o faz intolerante em relação a tudo o que ameace seu status quo cuidadosamente erigido. O passado não vai matá-lo agora, se você botá-lo em dia, o que lhe permitirá relaxar a respeito dele.

 

D

Você é perceptivo e tem noção dos efeitos que o passado causa em sua vida. Tenta tirar lições das experiências passadas, e, sempre que percebe qualquer padrão repetitivo, prefere enfrentá-lo. Conhece bem a própria história e como esta fez de você a pessoa que é – isso tem o nome de “competência biográfica”. Você sabe de onde veio, e isso o ajuda a determinar para onde vai. É capaz de fazer novas escolhas porque tem perfeita noção das escolhas que fez no passado, e da razão pela qual as fez.

Sobreviver ao passado

 

O que você pensa da seguinte frase: “Quando a vida é dura, os durões seguem em frente ”? Ou do que disse o filósofo Nietzsche: “O que não me mata me fortalece”?

Essa é uma maneira de encarar a dor das mudanças e dos rompimentos. A vida consiste em uma série de fases que terminam em rompimento. Os rompimentos fazem parte do ciclo da vida; por exemplo, tornar-se adulto e deixar a casa dos pais, ter filhos, atingir a maturidade, enfrentar os grandes desafios que todos nós temos que encarar. Cada rompimento é um corte com o que é velho para dar lugar ao novo. Nessas ocasiões, as pessoas como que se quebram e desintegram, para que possam se expandir a fim de acomodar e integrar a nova realidade. Muitas vezes encontramos pessoas que se sentem esmagadas por essa pressão, ou até adoecem. Todo processo de mudança é, por si mesmo, doloroso; por isso, desejamos que o tempo pare e a vida não mude, e que nada aconteça de errado. Mas, na verdade, não há nada de errado nesse processo de mudança, a não ser a nossa aversão e resistência a ele. Nós sobrevivemos.

E, mais do que sobreviver, crescemos, evoluímos e nos aperfeiçoamos como pessoas. Nós nos tornamos mais complexos, adquirimos novas aptidões, talentos, sensibilidade e compreensão; nos tornamos pacientes e perspicazes. Pense em todos os cataclismos a que já sobreviveu desde que deixou para trás a infância. Que coisas você aprendeu com eles?

Nosso crescimento e desenvolvimento contínuos dependem de nossa capacidade de vivenciar completamente cada acontecimento de nossa vida – sem nos sentirmos derrotados por não o termos evitado. O crescimento se dá quando alguém consegue entender o que lhe aconteceu, encarando abertamente o fato e resolvendo-o internamente. Assim, desenvolve-se a noção de competência e confiança de que podemos enfrentar tudo o que a vida nos trouxer. E preciso ter esperança, senso de humor, bons companheiros e um pouco de autodisciplina que sirvam de apoio em nossa longa jornada para a frente.

Que tipo de talentos, percepção e aptidões seu passado lhe deu?

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

 

A transferência como armadilha

 

Dá-se o nome de transferência a um fenômeno que acontece em todo relacionamento e que consiste em olhar uma pessoa com a qual nos relacionamos hoje através da lente de uma experiência que vivemos no passado. Na maioria das vezes, nem chegamos a percebê-lo, mas, no caso de relações íntimas, a transferência é muito mais intensa. Pode levar a pessoa a não ouvir o que a outra pessoa diz, mas sim aquilo que pensa que a pessoa disse, e há uma diferença sutil entre as duas coisas. O que você pensa que a outra pessoa disse tem a ver com sua própria história e suas expectativas.

Em um nível muito sutil, podemos “esperar” que alguém se comporte do mesmo modo como alguém se comportou no passado. Seus comportamentos podem nos parecer iguais, mesmo quando não são. Esse tipo de mal-entendido de comunicação dá origem a brigas e infelicidade.

As expectativas construídas com base no passado geram muita negatividade: você sofreu um abandono no passado e ficou só, assim, o futuro será de solidão também, como sempre tem sido, e você não acredita em ninguém que diz que quer ficar para valer. Situações assim é que deram origem ao conceito de profecias autorrealizáveis.

Aprender a desligar-se de velhas mágoas e seguir em frente não é o mesmo que esquecer o que se passou. Esse negócio de esquecer, ou “eu não quero pensar/falar nisso”, é um modo de evitar algo que causa dor ou estresse. Podemos reprimir ou negar o impacto que certos tópicos exerceram sobre nós – ou nos tornarmos irritáveis ou sensíveis quando outras pessoas tocam no assunto – , mas esses tópicos continuam sendo uma fonte adormecida de estresse.

Recordações difíceis ou desagradáveis

 

Como saber se você vive preso ao passado? Você processa suas experiências de vida de modo a poder um dia desligar-se delas, ou você as “esquece”, e por isso não pode reexaminá-las e colocá-las no devido lugar? Em diferentes momentos da vida, olhamos para o passado de um novo ponto de vista. Se esse ponto de vista é fixo e imutável, só pode ser porque não foi examinado. Se conseguirmos integrar o conhecimento e a compreensão do passado, ficamos livres para mudar e fazer novas escolhas.

Perguntas sobre recordações desagradáveis

Quais são suas piores lembranças? Podem ser de qualquer época da sua vida. Não pense muito, simplesmente anote as que lhe vierem à memória.

1, 2, 3, 4, 5

Como se sente hoje a respeito dessas lembranças? Escolha uma resposta para cada (1,2,3,4,5):

a. Aconteceu, já me recuperei, não se pode viver no passado.

b. Aconteceu e às vezes ainda penso no assunto, mas isso já não me afeta mais.

c. Às vezes penso sobre as coisas e percebo que elas afetaram o modo como vivo minha vida e algumas das escolhas que fiz.

d. Não consigo esquecer o que aconteceu, e penso demoradamente no assunto todos os dias.

e. Ainda tenho pesadelos ou relembro cenas; e/ou tenho medos persistentes, tais como fobias, ou sinto muita dificuldade em ir a determinados lugares ou realizar determinadas coisas.

Contagem de pontos

Se você escolheu A ou B, isso quer dizer que experiências e relacionamentos passados deixaram em você alguns problemas mal resolvidos. Embora você lide bem com isso, eles podem estar influenciando alguns de seus comportamentos e atitudes. Isso pode acontecer de forma sutil a ponto de parecer que não há qualquer ligação com os fatos de origem. No entanto, você pode ficar na defensiva quando forem abordados determinados tópicos. Em algumas ocasiões, as pessoas mais próximas podem achar seu comportamento estranho ou impróprio. É como se você não conseguisse permitir que aquela parte sua que ainda está presa a essas memórias amadureça.

Se sua escolha foi C, você é uma pessoa reflexiva, que conhece muito bem a si mesma. Isso lhe tem sido útil, pois você consegue separar as coisas em sua mente e, com o tempo, colocá-las em seu devido lugar. Essa percepção o torna capaz de ajudar outras pessoas.

Se escolheu D, apenas algumas de suas lembranças foram parcialmente resolvidas, e seria muito bom se você pudesse, de alguma forma, apressar esse processo, para não ter que carregá-las consigo por toda parte. Isso melhoraria muito a sua vida.

Se escolheu E, isso indica claramente que você precisa de ajuda para enfrentar esses problemas do passado que, no seu caso, não foram de modo algum resolvidos. Por que não pesquisa os tipos de ajuda disponíveis e escolhe o que lhe seria mais útil? Por que demorou tanto a procurar ajuda? Enfrentar traumas e medos passados não é tão ruim, desde que escolha para ajudá-lo uma pessoa capaz de apoiá-lo corretamen te. O pior já aconteceu. Tirá-lo do fundo do armário e tornar a guardá-lo cuidadosamente no lugar certo não vai tornar as coisas piores.

Seguir em frente: um mito

 

Enfrentar as lembranças do passado, as perdas e mudanças não são o mesmo que esquecer o passado e seguir em frente, como se nada tivesse acontecido. Mágoas profundas migram do nosso passado para o presente, e curá-las e transcendê-las é uma tarefa séria. Muitas vezes, as pessoas pensam que o que têm a fazer é mudar de assunto e evitar tudo o que provoque ecos ou memórias penosas. Pensam que a coisa certa é seguir em frente. Por exemplo: pensam que morar em uma casa que se parece um pouco com a casa em que viviam seus pais traria de volta, de algum modo, os sentimentos da infância. Ou então alguém lhes deu, quando eram crianças, uma limonada que detestaram, e hoje em dia detestam tudo o que tenha o mais leve sabor de limão e tomam o maior cuidado em remover o limão de tudo que lhe servem. Evitar o limão é evitar o verdadeiro problema, que é: como pode essa lembrança ter ainda um efeito tão forte sobre você?

Lembranças como essa são chamadas de “lembranças encobridoras”. Trata-se de um tipo de lembrança que serve de substitutivo a uma variedade de sentimentos, ressonâncias e outras lembranças ligadas a experiências que não foram inteiramente processadas e compreendidas. Essas experiências não foram examinadas à luz da reflexão nem digeridas. Simplesmente “aconteceram”. São coisas que engolimos e que ainda percorrem nosso organismo porque não fomos capazes de metabolizá-las. Lembranças desse tipo requerem nossa atenção paciente e nossa compreensão; precisamos refletir sobre elas e ponderar sobre o modo como nos afetaram. Se o conseguirmos, nossa experiência de vida vai se tornar uma fonte de força pessoal.

Repensar o passado

 

Todos nós possuímos algumas convicções básicas que nos vêm da infância longínqua e que afetam nossa autoestima e confiança em algumas situações. Não são coisas que pensamos conscientemente, mas sim coisas que dissemos a nós mesmos em decorrência de experiências pelas quais passamos, ou coisas que os adultos nos disseram quando éramos crianças. Parte do problema dessas convicções básicas ocultas é que não percebemos completamente que elas estão ali. Permanecem totalmente ocultas.

Apenas alguém que o conheça muito bem seria capaz de suspeitar de sua existência, enquanto você mesmo jamais chega a suspeitar de quanto se mantém fiel à velha maneira de ver as coisas. Outro problema dessas convicções é que se trata de antiguidades.

São relíquias, inventadas por você quando ainda era criança ou muito jovem, e sua visão de mundo era muito mais limitada. São decisões que você tomou para enfrentar a vida. Elas o salvaram de ter que enfrentar cada nova situação a partir de um novo ponto de vista, e agora impedem efetivamente que você aprenda a resolver problemas por si mesmo. De nada lhe servem na vida adulta em uma realidade complexa composta por múltiplas camadas.

Você conserva convicções básicas, originadas no passado, que acha que jamais mudarão? Terá você recebido na infância mensagens de que você era mau, malcriado, feio, gordo, e não uma criança esperta; que não era uma criança bonita, que era pouco popular e indesejada?

Afirmações negativas de vida

 

Secretamente, mergulhado em seus momentos mais sombrios, você pensa coisas assim a respeito de si mesmo?

■ “Ninguém me ama.”

■ “Tenho que ser bom o tempo todo.”

■ “Nem adianta tentar.”

■ “Sou sempre aquele que vai embora e é deixado para trás.”

■ “Nada do que eu faça vai dar certo.”

■ “Não mereço ter aquilo que tanto desejo.”

■ “Não tenho amigos próximos.”

■ “Não tenho o direito de ser como sou.”

■ “Nunca me darão a atenção de que preciso.”

■ “Tenho que ser sempre bonzinho e tomar conta dos outros para que eles me amem.”

■ “Sou burro, então não adianta tentar.”

■ “Os outros sempre se dão me lhor/possuem mais do que eu.”

■  “Nunca vou ter o que quero.”

■ “Não posso confiar em ninguém.”

■ “Tenho que fazer tudo eu mesmo.”

■ “Tenho que ser sempre simpático e sedutor para conseguir a atenção de que preciso.”

■ “No fim dá tudo errado.”

■ “Não sirvo para…”

■ “Vou tentar, mas certamente vou falhar.”

■ “Nunca vou ter dinheiro suficiente.”

■ “Não vou sobreviver.”

■ “Sou inútil.”

Essas afirmações sobre a vida ditarão algumas de nossas atitudes e comportamentos se não percebermos que elas querem dirigir o show. Elas tentam nos proteger – de correr riscos demais, de agitação demais ou de um possível desapontamento ou fracasso. Elas também nos impedem de nos empenharmos a fundo em investir – em nós mesmos, em nossas aptidões e talentos, e em novos e fascinantes projetos e relacionamentos.

Descubra quais são suas afirmações negativas. Mesmo que se sinta constrangido, você pode perguntar a uma pessoa íntima se notou em você alguma tendência a ser excessivamente cauteloso devido a convicções negativas a respeito de si mesmo. Essa pessoa pode ter notado coisas que você diz frequentemente: que você “está cansado demais”, que você “não aguenta” ou que “não conseguiria” fazer determinada coisa. Descobrir quais são suas afirmações negativas de vida é muito importante. Depois que perceberem quais são elas começam a perder o poder que têm sobre você. Comece a prestar atenção às coisas negativas que diz a si mesmo.

Identifique e reescreva suas afirmações negativas de vida.

1, 2, 3, 4, 5

É importante transformar essas afirmações negativas em positivas e recondicionar sua mente para que acredite em coisas mais favoráveis. Todas as opiniões que você tem a respeito de si próprio precisam ser:

■ úteis

■ práticas

■ realistas

■ construtivas

■ positivas

Se não acredita em si mesmo, quem vai acreditar? Você não irá longe sem afirmações positivas. As pessoas que se recusam a acreditar em si mesmas geralmente são companheiros desagradáveis. Acreditar em si mesmo é a pedra fundamental para relacionamentos bem-sucedidos, para o sucesso em geral e a felicidade.

Traduza suas opiniões auto limitantes

 

Escolha uma ou duas de suas afirmações negativas de vida e reescreva-as em forma de afirmações positivas a seu próprio respeito. Por exemplo: se você costuma afirmar: “Eu sempre acabo tendo que resolver sozinho os problemas difíceis”. Pode transformar essa frase em: “Há muita gente a quem eu posso pedir ajuda e apoio, sempre que desejar”. Se uma convicção básica negativa é: “Nunca vou ter uma casa bonita que seja minha ”. Você pode escrever: “Ter uma casa bonita é uma das minhas prioridades, e vou trabalhar muito para conseguir isso”.

Afirmações positivas de vida são mesmo muito importantes, portanto, não se apresse, para poder produzir afirmações que soem realmente bem, sejam construtivas e úteis.

Suas afirmações negativas em positivas.

Negativas 1, 2, 3, 4, 5 em Positivas 1, 2, 3, 4, 5.

 

Maneiras de sair do atoleiro

 

São coisas simples que podem ajudá-lo a seguir adiante quando se sentir atolado. Todos têm suas favoritas, aqui estão algumas que podem lhe ser úteis:

■ Mude de localidade. Vá para um lugar diferente, seja um lugar onde nunca esteve, seja um lugar onde você tem certeza de que vai sempre se sentir bem. Se não pode mudar de casa, tire umas férias. Se não pode tirar férias, passe um fim de semana fora. Se não puder passar um fim de semana fora, dê um jeito de fazer algo novo e diferente, por exemplo, algo desafiador ou que o faça adquirir novas aptidões. Não está com vontade? Esse é o problema.

■ Faça uma arrumação. Não na casa toda, mas numa área mesmo que pequena, e transforme-a em algo novo, alegre e organizado. Coloque ali alguns de seus objetos favoritos, ou compre novos. Então use esse espaço para atividades novas e agradáveis, para sonhar ou para fazer planos. E como se fosse um feng shui para a mente.

■ Jogue fora alguma velharia.

■ Faça duas ou três coisas difíceis ou tediosas que vem adiando – só uma ou duas por dia, mas não faça tudo imediatamente.

■ Pratique algumas boas ações aleatórias. Dê a uma pessoa uma coisa que seja útil para ela. Isso será feito por razões puramente egoístas – para fazer com que você se sinta bem.

■ Sorria – existem pesquisas que demonstram que as pessoas que sorriem muito e se sentem melhor internamente.

■  Assista a um filme muito engraçado. Se a sua vida fosse transformada em um roteiro de comédia, como seria o roteiro?

■ Converse a respeito da situação com alguém que você tenha certeza de que não está emperrado no momento – não com alguém que também esteja, pois essa pessoa vai se identificar com você, encorajá-lo e lhe fazer companhia. Tente falar com vários homens a respeito do problema – eles estão mais habituados a oferecer soluções e tendem menos a apoiar suas razões para continuar empacado.

■ Experimente cercar-se de música inspiradora e elevada, e de fragrâncias ou aromas do seu agrado. Isso funciona para algumas pessoas. “Levante-se e sinta o cheirinho do café.”

■ Trate de fazer mais exercícios, especialmente ao ar livre, se for possível, a não ser que já faça exercícios diariamente em uma academia.

■ Arrisque-se. Faça alguma coisa difícil. Faça mais. Desafie mais a si mesmo. Faça alguma coisa que deixe as pessoas espantadas. Isso faz desaparecer a dor que sente por causa de outras coisas difíceis, e faz com que se sinta mais competente.

■ Mude de paradigma. Isto quer dizer ser criativo e redefinir o problema. Quer dizer examinar o problema de um novo ponto de vista. Descreva o problema por escrito, usando a primeira pessoa. Depois mude, use o pronome “ele” ou “ela” e tente descrevê-lo do ponto de vista de alguém totalmente diferente de você. Por exemplo, se você é uma mulher solteira de 32 anos e mora em uma cidade grande, tente escrever sua história do ponto de vista de um bombeiro casado, de 55 anos de idade e que mora em uma cidade do interior. Isso lhe parece ridículo? Ele certamente veria a sua vida e seus problemas de modo totalmente diferente do seu.

■ Pense em uma época da sua vida em que chegou a um beco sem saída. Como se sentiu ao retomar o caminho? Como você fez para se reorientar? O que você gostaria mesmo de fazer, mas não faz?

■ Pense nas coisas que realmente o deixaram frustrado na infância. Como as enfrentou? De alguma forma semelhante ao modo como enfrenta as frustrações atualmente? Poderia enfrentá-las de modo diferente?

■ Quais as circunstâncias que o fazem sentir-se em sua melhor forma?

■ E, acima de tudo, invente seu próprio modo criativo de sair do atoleiro.

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