Janela de Johari

É um modelo conceitual ou perspectivo para uma visão do relacionamento interpessoal. Com os quatro quadrantes de uma janela pode-se ver como as pessoas se relacionam em grupos. A dinâmica do relacionamento interpessoal faz esses quadrantes se moverem (aumentando e diminuindo) principalmente após respostas aos estímulos (feedback) que recebemos ao nos relacionarmos em grupo. Estes, por sua vez, nos ajudam a compreender uns aos outros.

A janela Aberta é o primeiro quadrante, mostra o que é conhecido de nós mesmos e dos outros. Parte fundamental do relacionamento pois é o que somos capazes de mostrar conscientemente. Ela se abre à medida que a confiança e a verdade aumentam. Informações pessoais são compartilhadas. É a troca livre e aberta de informações.

Exemplo: Quando se conversa com um amigo sobre algo particular, um desabafo relatando fatos. O aumento dessa arena é considerável, pois há sinceridade.

Personalidade: Permite franqueza e empatia pelas necessidades dos outros. O comportamento, em sua maior parte, é claro e aberto, o que provoca menos erros de interpretação. Reduz conjecturas sobre o que está-se tentando dizer.

 

A janela Cega representa o que não percebemos de nós mesmos mas que os outros percebem. Parte que mostramos inconscientemente.

Exemplo: Nossos tiques, verbalizações, estilos. O feedback para este quadrante é essencial, pois só com eles podemos descobrir melhor nosso “EU” que não percebemos.

Personalidade: Tem participação atuante no grupo, dando informações, mas solicita muito pouco. Dá opiniões sobre as pessoas, diz o que sente em relação a elas, acha que pode criticar porque está sendo honesto, crítico, construtivo. Os outros consideram-no, muitas vezes, com exagerada confiança nas suas opiniões, mas insensível ao que os outros pensam. Provoca a defensividade nos outros, falta de confiança e apatia.

 

 

A janela Secreta é o que conhecemos de nós mesmos mas não revelamos, é a nossa parte secreta. Desconhecido do grupo pois ocultamos para evitar feedback que não gostaríamos de receber, ou julgamentos que possamos receber ao revelarmos sentimentos, reações, pensamentos. Mas, se não assumirmos certos riscos, nunca descobriremos quais seriam as possíveis reações alheias.

Exemplo: Nossas habilidades natas, ou conhecimentos que adquirimos e de certa forma ocultamos ou apenas usamos disciplinadamente. Isso pode caracterizar o egoísmo quando queremos controlar ou manipular os outros. Geralmente os chefes não revelam táticas e pensamentos por estratégia própria.

Personalidade: Algumas razões para pessoas não darem informações sobre si mesmas é o medo de serem rejeitadas, não receberem aprovação ou apoio. Isto acontece em função de uma autocrítica muito acentuada e alta exigência consigo mesmo, cuja causa está em ter um julgamento negativo de si mesma que pode estar relacionado com sua autoimagem e insegurança, ou ainda, pode estar relacionado com motivação para o controle através da retenção de informações. Os outros podem considerar sua falta de abertura como falta de confiança, insegurança, tentativa de controle por deixá-los sem referências.

 

A janela Desconhecido (ou ignorado), é a parte desconhecida de nós e dos outros, nossa parte inconsciente. Esse quadrante é de nossas motivações inconscientes, áreas inexploradas.

Exemplo: Nossas habilidades latentes e recursos por descobrir que possam ser decorrência da primeira infância.

Personalidade: Predomínio da área desconhecida, com potencial inexplorado, criatividade reprimida. Relacionamento quase impessoal, comportamentos rígidos, medo de assumir riscos, observa mais do que participa. É encontrado muito mais vezes em organizações disfuncionais, com maiores dimensões burocráticas, onde é mais conveniente evitar abertura e envolvimento.

Existe uma analogia muito interessante desenvolvida por Carlos Alberto de Faria sobre a Janela de Johari no mundo empresarial, esse estudo diz que:

Ao ter conhecimento de você, sua empresa, seus concorrente, do mercado, a atuação é em pé de igualdade, por isso o sinônimo do “EU ABERTO” nas empresas é IGUALDADE, esta primeira característica faz sua briga com a concorrência, igual, leal e justa.

Ao não observar seus pontos fracos, você deixa sua empresas em risco, o bom empreendedor deve sempre reavaliar sua situação atual, planejar os próximos passos, e analisar frequentemente seus feedback, para as empresas o “EU CEGO”  significa ATENÇÃO.

Agora vem a parte legal: Ao manter informações em segredo, até mesmo de seus funcionários e amigos, você tem o que chamamos de “fator surpresa”, isso é de extrema importância para que suas idéias não caiam nas mãos da concorrência. Para empresas o “EU OCULTO” significa OPORTUNIDADE, analisar boas oportunidades é requisito básico para um empreendedor de sucesso.

Para concluir, o “EU  DESCONHECIDO” é a chave para o sucesso de sua empresa, o mercado da um nome a este quadrante de INOVAÇÃO, inovação e oportunidade é a “menina dos olhos” de qualquer empresa que entende o que está fazendo.