Diálogo Interno

O diálogo interno é um bate papo que acontece em nossa mente. Uma conversa consigo mesmo, uma reflexão entre suas partes internas. Nada mais é do que você conversando com você mesmo, normalmente em silêncio.

Normalmente não colocamos sentido nessa conversa. Deveríamos sim, prestar atenção e muito em nossa reflexão interna. Digo isso porque o tempo todo estamos dando dicas para nós mesmos e isso é decisivo para nós fazer ou não determinada coisa.

Se não conseguir identificar o que torna sua vida insuportável para depois modificar, estará destinada a ser infeliz e arcar com conseqüências muitas vezes desastrosas. Você tem a opção de mudar o que te faz sofrer e criar um novo caminho, uma nova vida.

Pode ser que tenha aprendido a repetir a você mesma o que ouviu durante sua infância ou mesmo sua vida, frases como: “você não serve para nada, você não é capaz, você não faz nada direito”. Ou ainda as eternas comparações de como aquela prima que era a mais bonita, mais educada, mais inteligente e assim aprendeu a ter uma visão muito negativa de quem você é, e que quase sempre não corresponde à realidade, mas foi o suficiente para te fazer acreditar e tornar isso a sua verdade, te fazendo sofrer, limitando seu crescimento e sua capacidade de acreditar que você é capaz e merecedora de muito mais.

Você já pensou que as coisas negativas que aprendeu sobre você mesma podem não ser verdadeiras? E acredite, não são. Por isso, esqueça todas, jogue-as fora e comece tudo de novo. Cabe somente a você criar um novo caminho, mas é preciso lembrar que realizar mudanças é um processo lento. Nada e ninguém muda de um dia para o outro.

Duvide de sua dúvida! Seja cético com seu ceticismo! Ouse ir além e transcender você mesmo. Foque no positivo, sempre! Basta uma única respiração profunda para quebrar o fluxo de pensamentos negativos, para acessar a parte positiva que existe dentro de nós…

Por Exemplo:

Estamos o tempo todo querendo fazer mudanças em nossas vidas. Fazer exercícios físicos por 45 minutos por dia, por exemplo, ou melhorar nossa alimentação, focando em produtos saudáveis. Infelizmente e comumente o que realmente acontece é que, alguns dias depois, nós percebemos que os exercícios físicos e a boa alimentação foram apenas intenções e não atitudes.

Chegamos ao extremo, muitas vezes, de comprar uma vestimenta adequada para os exercícios e até mesmo os alimentos. Por que será que isso acontece?

Provavelmente por falta de disciplina ou de uma decisão total de fazer algo realmente. E isso tudo é porque antes de irmos para os exercícios uma voz interna nos desestimula, nos traz dúvidas e, isso, já é o suficiente para você não fazer o que tinha programado.

É possível que nossa conversa interna nos traga alguns posicionamentos inconscientes arraigados em nós…  “Depois eu faço os exercícios”, “Estou cansado agora”, “ Isso não vai dar certo mesmo”, “Estou muito cansado”, “Amanhã eu começo, amanhã prometo que começo… “

Imagino que você neste momento está realmente entendendo o que estou dizendo. Ou seja, quando sua voz interior tentar boicotar você e não te dar a chance de ter resultados extraordinários em sua vida, dá para ter outra conversa interna, e mudar nossa voz interior…

Quando a autossabotagem começar a conversar com você, você pode fazer uma reprogramação do diálogo interior, uma “intervenção positiva”, na sua voz, para que mude o foco e resultado da sua conversa interna. Pegue sua conversa “no pulo”, “de calças curtas” e redirecione a sua estrutura do pensamento, sempre fazendo projeções FUTURAS do quão maravilhoso vai ser sua atitude de mudança. Como o cérebro não sabe a diferença do que é real ou imaginário porque tem as reações químicas ligadas ao pensamento e não a realidade.

Com esse foco no FUTURO ou simplesmente mudando o rumo da sua própria voz interior POSITIVAMENTE, você pode realizar coisas muito profundas. Reflita sobre isso. Nós somos capazes de mudar o nosso destino, basta pararmos a cada instante dos fluxos de nossos diálogos internos negativos e colocarmos eles em cheque… Nós fazemos nosso destino, sempre!

 

Os Diálogos Internos de caráter negativo

Este diálogo, por si só, não é nada recomendável, mas é ainda mais perigoso quando corre o risco de ficar e de se tornar um hábito por esse motivo mencionarei abaixo. Os especialistas do campo da psicologia classificaram em quatro estes diálogos internos que funcionam como gatilhos de angústia ou ansiedade. São eles: o catastrófico, o autocrítico, o vitimista e o autoexigente.

  • O catastrófico: a ansiedade surge ao imaginar o cenário mais catastrófico possível. A pessoa antecipa os fatos consumados (que seguramente não acontecerão) e lhes dá maior importância do que realmente têm. Isto acontece devido a uma percepção errada que pode chegar a desencadear uma crise de pânico. A frase fundamental para este tipo de diálogo interno é: “tudo pode se converter em uma tragédia quando eu menos esperar”.
  • O autocrítico: os traços que o distinguem envolvem um estado permanente de julgamento e avaliação negativa em relação ao seu próprio comportamento. A pessoa enfatiza as suas limitações e os seus defeitos. Isto faz com que a sua vida se torne ingovernável. Tende a ser dependente dos outros e se compara com os demais para se sentir em desvantagem. A pessoa autocrítica inveja quem alcança as suas metas e fica frustrada por ser incapaz de alcançar as suas próprias metas. As frases preferidas neste tipo de diálogo interno são: “não posso, não sou capaz, não mereço isso”.
  • O vitimista: este tipo se caracteriza por se sentir desprotegido e sem esperança, o que o leva a afirmar que o seu estado não tem cura, que não faz avanços no seu progresso. A pessoa acredita que tudo vai continuar igual e que aparecem obstáculos intransponíveis entre ela e o que ela deseja. Ela se lamenta a respeito de como são as coisas, mas não tenta mudá-las. No diálogo interno vitimista aparecem afirmações como: “ninguém me entende, ninguém me valoriza, sofro e não querem saber”.
  • O autoexigente: nesta condição se promove o esgotamento e o estresse crônico em função da perfeição. É alguém intolerante perante os seus próprios erros e tenta se convencer de que as suas falhas acontecem devido a erros externos e não por causa dele. Desgasta-se pensando que não alcançou os seus objetivos por falta de dinheiro, status, etc., apesar de ser complacente com todos. O autoexigente realiza um diálogo interno através de frases como: “isso não é suficiente, não está perfeito, isso não saiu como eu gostaria”, etc.

Esses 4 tipos devem ser bloqueados ao identificar um pensamento de raiva, medo, pânico ou dúvida, deve-se bloqueá-lo imediatamente. Em seguida, substituir o fluxo de diálogo interno por outro (positivo), com as seguintes perguntas: Por que não o contrário? Será que, daqui a alguns dias, isto vai me fazer alguma diferença? E daqui a alguns anos, que importância isso terá? Por que não? O que me impede?

Você questiona a necessidade do próprio diálogo interno negativo e ainda abre uma brecha para a possibilidade de um fluxo de ideais e pensamentos mais positivos, uma mudança de diálogo de forma que se torna mais proveitoso e menos prejudicial à sua saúde. É possível, ainda, decidir sobre os fatos que se quer ou não “discutir”. Afinal, há certas questões em que é necessário um ponto final.

Desta forma, modelamos o pensamento e controlamos toda uma carga de sentimentos que nos farão sentirmos muito melhores. E não importa a idade, é possível, sim, melhorar a saúde mental e a qualidade de vida, com diálogos internos bem mais proveitosos e sadios. Basta tentar com muito esforço.

Dicas para melhorar o seu Diálogo Interno.

  • O diálogo interno começa com um simples pensamento e o que você decide fazer com ele;
  • As afirmações que fizer a si mesmo irão guiá-lo, sendo boas ou más;
  • A mente pode pregar peças é preciso saber reconhecer o que você quer pensar e o que pensa involuntariamente;
  • Tenha consciência de que você pode programar determinados pensamentos, portanto, não se desespere se não conseguir tirar um pensamento ruim da cabeça;
  • Para que seus desejos tornem-se realidade é preciso treinar a mente, repetindo o que você deseja, até que isso se torne um pensamento natural;
  • Cuidado com o excesso: repetir um desejo para a sua mente a cada minuto não é saudável, a “repetição” funciona apenas quando vem acompanhada de um desejo ardente e planejado. Seu cérebro precisa se convencer de que você é aquilo que deseja;
  • A autoafirmação é muito útil para elevar sua estima. Olhe-se no espelho com atenção e veja apenas as suas qualidades, repetindo para si mesmo o quanto você é bom;
  • Não basta apenas pensar, por exemplo, “eu quero fazer uma viagem para Paris”. É preciso ter um plano de ação para seu cérebro perceber o quão importante é essa viagem para você. O plano pode começar por você matricular-se em um curso de inglês ou francês, fazendo com que essa viagem comece a fazer parte da sua vida desde já.
  • Desenvolver uma atmosfera positiva na sua mente faz toda a diferença. Para que coisas boas lhe aconteçam, seja recíproco ao universo, enviando desejos de boas energias para todos os seres vivos.
  • Nunca deixe de se questionar, mesmo quando estiver certo do que faz. Muitas vezes, estamos tão convencidos de um pensamento, que não percebemos quando ele pode estar sendo prejudicial em nossa vida.

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