Análise Transacional

O homem vem procurando, cada vez mais, conhecer a si mesmo para alcançar o equilíbrio, a realização e o melhor desempenho em suas relações interpessoais.

Nós somos os protagonistas de nossas histórias e isto é fato. Porém, também é real que somos influenciados pelo nosso meio e influenciadores do mesmo. Cada qual, em seu grau, é um possível formador de opinião em seu pequeno ou grande círculo de relacionamento.

Diante desta premissa, percebemos o quão importante é a qualidade de nossas relações, a maneira como transmitimos nossas ideias e como nos comunicamos. E, fazendo uma autoanálise, podemos perceber que nem sempre conseguimos transmitir nossa mensagem de forma clara e sem conflitos de entendimento. A pergunta é: “Será que o outro ouviu exatamente o que eu falei ou houve algum ruído em nossa comunicação, que pudesse distorcer a mensagem?”

Pois bem, a Análise Transacional, técnica psicológica sobre o pensamento, o sentimento e o comportamento das pessoas, é embasada no fato de que interagimos fazendo uso de um de nossos três estados de ego: PAI, ADULTO ou CRIANÇA. A questão é: a informação pode ser a mesma, mas, dependendo do estado de ego do emissor e do receptor da informação, ela pode ser distorcida e gerar conflitos desnecessários.

Veja alguns exemplos:

1)           Sempre que utilizarmos o estado de ego PAI, controlador ou protetor, fazemos um convite ao outro que se manifeste através de seu estado de ego CRIANÇA, submisso ou rebelde. Esta situação pode ser favorável no estabelecimento de limites necessários numa relação pai e filho, mas extremamente ruim para um ambiente de trabalho, onde aquele que estiver atuando como CRIANÇA poderá ficar reprimido e desmotivado a crescer e manifestar ideias inovadoras, por exemplo.

2)           Quando o estado de Ego CRIANÇA se manifesta, trazendo o outro para o estado de ego PAI, a busca pode ser voltada para uma relação de proteção, totalmente permissível e favorável ou pode-se buscar uma cumplicidade. Ou seja, não assumir seus próprios atos, uma fuga de responsabilidades.

3)           Porém, quando utilizamos o estado de ego ADULTO, fazemos um convite ao outro para trazer o seu ADULTO também ao diálogo elevando-se, assim, o nível dessa relação, seja ela no ambiente profissional, familiar ou mesmo afetivo. São aqueles momentos onde uma conversa racional buscará soluções discutidas e compartilhadas para uma decisão otimizada.

Se nós conseguirmos detectar o estado de ego do outro, teremos mais facilidade em alterar o nível da conversa, pois poderemos aceitar o convite ou buscar uma inversão do estado de ego, buscando aquele que consideramos mais adequado para cada situação/ relação.

É importante ressaltar que não há estado de ego melhor ou pior, certo ou errado. Todos são saudáveis e plenamente aceitáveis. O que difere é o nível e a utilização dos mesmos.

 

Preencha abaixo somente nos quadros vagos com os números correspondentes. Responda sem pensar muito.

 

Após o exercício, comece a prestar atenção em suas relações, aprimore seu poder de percepção. O conhecimento sobre Análise Transacional poderá se transformar em uma inspiração autêntica e significativa no reconhecimento e no respeito pela diferença entre EU e o OUTRO.